Dyogo: Brasil gasta mais que o dobro que as nações da OCDE com Previdência

Segundo ele, enquanto as outras nações destinam 25% do orçamento para quitar os benefícios, o país repassa 57%

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Jose Cruz/Agencia Brasil
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o Brasil gasta o dobro a média dos países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE) para pagar despesas previdenciárias. Segundo ele, enquanto as outras nações destinam 25% do orçamento para quitar os benefícios, o país repassa 57%. 
 
 
Ele declarou, na Comissão Mista de Orçamento (CMO) que isso ocorre porque de uma série de fatores sociais positivos, como a melhor remuneração dos trabalhadores, a formalização do mercado e o período maior de vida das pessoas. Apesar disso, o sistema previdenciário, na visão dele, é injusto.
 
"Esse conjunto de fatores trouxe para dentro da Previdência uma quantidade que estava fora, e que vão receber por mais 30 a 40 anos. Nosso sistema privilegia quem ganha mais. 64% se aposentam com salário mínimo e com idade média de 60 anos. O restante se aposenta com idade média de 55 a 57 ano", afirmou. 
 
"Quem ganha mais se aposenta ganhando mais e em menos tempo. Quem ganha menos se aposenta ganhando menos por mais tempo", completou o ministro. Segundo Dyogo, quem está contra a reforma está contra o aposentado e contra o trabalhador.
 
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que reforma deve ser votada na segunda quinzena deste mês. Apesar disso, os parlamentares mostram pouca disposição para aprecisar o tema.

Comércio e indústria

Dyogo também apontou que a expectativa é que o país tenha o melhor natal, em questões de consumo, nos últimos três anos. Segundo ele, a renda real do trabalhador está aumentando e a taxa real de juros vem caindo. "Chegou a ser 9% ao ano e estamos próximos dos 3% ao ano. Esse ambiente de melhora de renda, queda da inflação e juros baixos cria uma melhora nas condições de créditos às famílias, porque as famílias estão menos endividadas", alegou. 
 
A retomada dos empréstimos está impactando a indústria, segundo o chefe do Planejamento. "A menor inadimplência resulta no aumento do consumo, o que começa a impactar a indústria, que gerou crescimento da produção industrial. Ao final do ano, devemos observar uma alta entre 2,5% e 3%, resultando na geração de mais emprego e renda", apontou. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) declarou que a indústria voltou a respirar depois de mais de três anos de resultados negativos na produção.
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