Pesquisa aponta boas perspectivas para comércio durante o Natal

Para lideranças do setor varejista, números indicam término da recessão

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postado em 02/11/2017 06:00

Antonio Cunha/CB/D.A. Press
 

 

Depois de três anos com vendas em queda,  39% dos comerciantes brasileiros esperam que a situação se reverta no fim do ano. A expectativa é de que faturamento cresça 0,8%, resultado bem melhor do que o esperado para o ano passado, quando os varejistas projetavam recuo de 1,8%,  segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). De acordo com a pesquisa, 33% acreditam que as vendas vão se manter e 22%, que cairão.

 

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No Distrito Federal, os lojistas calculam um crescimento do consumo entre 6% e 8%, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista). 

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio- DF), Adelmir Santana, os índices refletem a recuperação da economia. “O processo é lento e vem de uma base ruim: 11 trimestres de resultados negativos. Os números indicam que, finalmente, chegamos ao término de uma recessão longa que prejudicou a todos”, afirmou.

De acordo com o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, o resultado positivo está atrelado à oferta de juros mais baixos, à injeção de dinheiro provenientes dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).  “Com juros mais baixos e o dinheiro do fundo, os clientes compraram mais e quitaram as dívidas. Isso possibilitou aumento de estoque e melhores preços nas lojas”, afirmou.

Durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, declarou que a expectativa é de que o país tenha o melhor Natal nos últimos três anos, em questões de consumo. Segundo ele, a renda real do trabalhador está aumentando e a taxa real de juros vem caindo. “Chegou a ser 9% ao ano e estamos próximos dos 3% ao ano. Esse ambiente de recuperação de renda, queda da inflação e juros baixos cria uma melhora nas condições de créditos às famílias, porque elas estão menos endividadas”, alegou.

Estratégia


A gerente da loja de sapatos Constance do Conjunto Nacional, Claudenice Alves, 30 anos, espera aquecimento nas vendas. “Já percebi que cresceu a movimentação não só na loja, mas em todo o shopping. Estou trabalhando com toda a minha equipe”, enfatizou. Para garantir o resultado positivo, a gerente tem uma estratégia: “fazer um tipo de fast check-out e vender sapatos sem caixa”, revelou. O Sindivarejista prevê que calçados, roupas e perfumes serão os itens mais procurados e os responsáveis por impulsionar os resultados.

As projeções, entretanto, não animam a empresária Bruna Barreto, 33, que há 10 anos trabalha com confeitaria. Ela acredita que, em tempos de crise, a tendência é de que as pessoas busquem outros itens, que não a comida. Mesmo assim, está com a agenda cheia de pedidos para o Natal. “Tenho mais encomendas do que no ano passado”, disse.

Nas lojas, o ar já está diferente. Luzes, laços e enfeites com motivos natalinos saíram das caixas e começaram a fazer parte das vitrines e dos interiores das lojas. “No início de novembro, as lojas ficam preparadas e decoradas para o Natal”, explicou o presidente do Sindivarejista. Segundo ele, isso ajuda a atrair o consumidor.


  • Venda de veículos cresce 27,56%

    O mercado de veículos novos no Brasil subiu 27,56% em outubro ante igual mês do ano passado, apontam dados oficiais divulgados ontem pela Fenabrave, associação que representa as concessionárias de todo o país. Foram 202,8 mil unidades vendidas no mês passado, em soma que considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume, se comparado com setembro, representa avanço bem mais tímido, de 1,83%. Com os resultados de outubro, o setor acumula a venda de 1,822 milhão de veículos no ano, crescimento de 9,28% em relação a igual intervalo de 2016. O desempenho se aproxima da previsão da Fenabrave para o ano inteiro, de avanço de 9,9%.
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