Compras pela internet serão preferência neste natal

A cada dez consumidores, quatro preferem comprar em lojas online

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 08/11/2017 17:54 / atualizado em 08/11/2017 18:02

Reprodução/ Internet

 

Neste natal, 73% dos brasileiros pretendem comprar presentes. A internet será a principal ferramenta dos consumidores e concentrará 40% das compras - um crescimento de oito pontos percentuais em relação a 2016. Terão preferência endereços de grandes varejistas e sites especializados em vestuário e acessórios. Segundo pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) esta é a primeira vez que esse tipo de compra ultrapassa às feitas em shoppings, lojas de departamento e lojas de rua.

 

O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, acredita que a inversão é reflexo da crise. “Essa é uma característica decorrente do aperto recente das famílias. A internet permite pesquisa mais rápida de preço. Pesquisando, o consumidor não compromete a capacidade de compra o que permite que a taxa de endividamento diminua”, considera.

 

O SPC apontou 76% dos compradores pesquisarão os preços via internet antes de desembolsar qualquer quantia. A brasiliense Mohana Jenses, 25, formada em moda, pretende comprar presentes de natal usando a ferramenta que classifica como econômica e cômoda. “Consigo ver muitas opções com mais rapidez e facilidade. O preço costuma ser melhor do que no shopping. Além disso, consigo pesquisar valores com maior agilidade e menor custo - já que não preciso gastar com transporte indo de loja em loja”, considera.

Custos


Segundo o levantamento, o gasto médio por presentes será de R$ 103,83 -  valores  semelhantes aos do ano passado para 33% dos entrevistados. Os dados apontam também que 14% deles economizou durante o ano para conseguir gastar com os presentes do natal e 25% das pessoas, esperam comprar presentes melhores do que no último ano. No Distrito Federal, o gasto estimado é de R$ 293,70 - 35,35% a mais do que a média brasileira - de acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF). 

 

Leia mais notícias em Economia

 

Em todo o país, as compras de presentes devem movimentar R$ 51,2 milhões do comércio frente aos R$ 50 bilhões do ano passado - um aumento de 2,4 pontos percentuais. Segundo o economista Fábio Bentes, da CNC, o gasto médio com presentes ainda é baixo, mas já reflete um resultado positivo. “Este será um natal de lembrancinhas. Pelo menos, não só de abraços”, brinca. Isso porque, no ano passado as vendas tiveram recuo de 4,9%. Em 2015, a queda foi de 5%. Mas, para esse ano a CNC espera crescimento de 4,8%.

Pagamentos


De acordo com o SPC, na hora de pagar, a preferência de 52% dos brasileiros é pela opção à vista. Sendo dinheiro a primeira delas (34%) seguida de cartão de débito (19%). Segundo a Fecomércio-DF, no Distrito Federal, o número de pagamentos desse tipo deve alcançar 66,80% dos consumidores. O economista da Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL), aponta para a mudança no perfil de compra da população.

 

“Chama a atenção o número de pessoas que fogem do cartão de crédito. O brasileiro está preocupado em se endividar”, opina. Segundo o economista Fábio Bente, esse é um dos reflexos da crise. “O consumidor ficou cicatrizado com o mercado e prefere não criar mais dívidas. A crise ainda está na cabeça das famílias que agora preferem gastar uma maior quantidade à vista do que a prazo e prevenir novas dívidas”, opina.

Os 43% da população que prefere pagamentos parcelados, devem dividir as compras em até cinco vezes. A gerente administrativa, Dyane Caroliny, 28, prefere a opção do crédito para as compras de natal. “Geralmente elas são mais caras. Você não compra só um presente. Tem toda a família. Nesse caso, prefiro dividir. Mas no máximo em até três vezes”, enfatiza. “Acho que dividir é uma boa opção pra quem não tem dívidas”, opina.

 

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é importante ter cautela na hora de parcelar. “Se a inflação controlada e a queda dos juros servem de alento, os altos níveis de desemprego ainda são um problema. É hora de controlar gastos, organizar prioridades e conduzir o orçamento de modo responsável, sem se levar pelo emocional ou assumir compromissos acima da capacidade”, orienta.

Quem recebe mais presentes


Os mais presenteados serão filhos (63%) seguidos de maridos ou esposas (49%), mães (47%), irmãos (27%) e pais (21%), aponta o SPC. Ainda de acordo com a pesquisa. os produtos mais consumidos serão roupas (56%) e brinquedos (43%) seguidos de perfumes e cosméticos (32%) e calçados (31%). No Distrito Federal, as roupas vão liderar 65,4% das compras. Brinquedos e calçados serão responsáveis por 30% do consumo segundo dados da Fecomércio-DF

Compras no Distrito Federal


Ao contrário da expectativa do país, um estudo da Fecomércio (DF) apontou que 53,5% dos consumidores do Distrito Federal pretendem fazer compras para o natal deste ano contra 66,9% em 2016. O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Fábio Bentes, explica que essa disparidade tem relação com o desempenho do mercado de trabalho no DF.

 

Em 2016, o número de empregos teve queda de 3,4%, um pouco maior do que a média nacional (3,3%). E nos últimos dois meses, o mercado encolheu 1,2%.  “O DF ainda não permite um natal melhor do que no ano passado. O impacto da crise no setor público repercute com mais força nesta do que em outras regiões do país”, afirma.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.