Meirelles diz que reforma da Previdência deve manter 50% do texto original

Reforma tem que garantir ganhos fiscais "substancialmente" superiores à metade da proposta, enviada ainda em 2016

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postado em 09/11/2017 13:27 / atualizado em 09/11/2017 16:08

Luis Nova/Esp.CB/D.A Press

 
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que, “seja qual for” a reforma da Previdência Social que for aprovada, ela precisa ter ganhos fiscais "substancialmente"  maiores do que 50% do que seria arrecadado na proposta original, enviada no final de 2016. A declaração foi dada no início da tarde desta quinta (9/11), durante o 1º Seminário Internacional de Dívida Pública, que ocorreu na Escola de Administração Fazendária (Esaf).
 


 
Meirelles ressaltou que o governo não está estabelecendo nenhum número, mas, segundo ele, é preciso uma reforma que faça efeito nas contas públicas nos próximos anos. “Não estamos fixando número, porque o Congresso Nacional é soberano”, apontou.

Perguntado sobre quais pontos da proposta o governo não abre mão, o chefe da Fazenda declarou que existem pontos fundamentais, como a idade mínima para homens e mulheres, o período de transição, a unificação dos sistemas de regime público e privado. Apesar disso, Meirelles afirmou que essas medidas não garantem que a aprovação com benefícios fiscais de mais de 50% da proposta original. 

“É preciso mais algumas coisas”, afirmou o ministro, sem citar quais são. Meirelles não quis discutir os outros pontos porque “mexe com as expectativas”. “Está em andamento. Está avançando a conversa, então nós temos que evitar coisas que gerem informações equivocadas e ruído desnecessário”, disse. 

Meirelles está com um discurso positivo em relação às negociações do governo com os parlamentares. Segundo ele, as conversas estão sendo produtivas e “evoluindo” bastante. Além disso, destacou que a reforma é benéfica para quem tem renda mais baixa e para as contas públicas, que devem apresentar um déficit fiscal de R$ 159 bilhões no final do ano.  

“Se diz muito que a reforma é injusta com quem tem renda mais baixa. Nada poderia ser mais errado do que isso. A reforma beneficia aqueles de renda mais baixa. Os de renda mais elevada que perdem alguns privilégios, porque hoje o tempo de contribuição é 35 anos e a idade mínima é 65 anos, só que é um ou outro. Qual o ponto: o trabalhador de renda menor não tem 35 anos de carteira assinada. Vai trabalhar durante 40 anos. Então, aqueles de renda mais baixa já estão se aposentando por idade, então eles serão beneficiados”, declarou.
 
Durante o discurso, Meirelles disse que a reforma da Previdência não é uma questão de “opinião política”, mas, sim, uma “realidade matemática e fiscal”. 
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