Força Nacional vai acompanhar dia de manifestações na Esplanada hoje

Funcionários públicos são contra medidas do governo que adiam reajuste e elevam contribuição previdenciária da categoria

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postado em 10/11/2017 06:00 / atualizado em 10/11/2017 00:48

Luis Nova/Esp.CB/D.A. Press


A Força Nacional está de prontidão para garantir a tranquilidade na Esplanada durante a paralisação organizada por servidores e centrais sindicais. Para evitar episódios de depredação de patrimônio público, policiais estão acampados nos auditórios dos ministérios, principalmente no do Planejamento, alvo principal dos funcionários públicos descontentes, já que foi da pasta que saíram as medidas provisórias que determinam o adiamento dos reajustes da categoria e o aumento da alíquota previdenciária.

 

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Na Fazenda, que lidera o debate sobre a reforma da Previdência, funcionários e jornalistas que cobrem diariamente a pasta foram aconselhados a recolher todos os pertences. Ontem, o esquema de segurança foi testado na vigilância de um grupo de 50 pessoas da comitiva “Brasileiros na Estrada — Pelo Brasil, contra a corrupção”, que fez uma cavalgada de mulas, de Campo Verde (MT) a Brasília. Na capital, seguiu pelo gramado central, do Teatro Nacional à Avenida das Bandeiras.

 

 

Programação

O Dia Nacional de Paralisação começa às 8h e termina no fim da noite, em todo o país. A data de protestos contra o pacote de medidas do governo, em conjunto com as centrais sindicais, é o pontapé inicial para diversas outras atividades do funcionalismo público (estadual, municipal e federal), em repúdio às propostas do governo e do Congresso, que preveem postergação do reajuste salarial de 2018 para 2019, elevação da alíquota previdenciária de 11% para 14%, além da reestruturação das carreiras, com salário inicial máximo de R$ 5,1 mil, Programa de Desligamento Voluntário (PDV), redução da jornada de trabalho e licença incentivada, e projeto de demissão de concursados por desempenho ineficiente.

Expectativa

A expectativa das associações que representam servidores é de que a participação no movimento será grande, principalmente depois que a Força Nacional foi convocada. Na opinião de Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional das Carreiras de Estado (Fonacate), não são só os funcionários públicos que estão insatisfeitos e devem aderir ao movimento. 

Gibran Jordão, presidente da Federação dos Trabalhadores das Universidades (Fasubra), disse que as representações do funcionalismo protocolaram mais de 250 emendas ao projeto do governo que muda as regras da administração federal, com efeito cascata nos estados e municípios. As carreiras de elite do Fonacate se uniram ao carreirão, no Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe).

“Nosso calendário de luta começa hoje e vai até o dia em que o governo desistir da tentativa de botar o servidor como o bode expiatório da crise. Vamos participar de audiências na Câmara e no Senado e campanhas de esclarecimento à sociedade. Faremos nova manifestação, no dia 28, e ato público, dia 29, para anunciar uma ação jurídica contra a MP nº 805. Não vamos admitir a retirada de nenhum direito”, reforçou Jordão.

PF não adere

Os policiais federais não vão aderir à greve geral. “Apesar do nosso descontentamento, achamos melhor não participar pelo componente político e partidário do movimento. E também evitar enfrentamento com colegas e conter essa sequência de atritos. Estamos preocupados. Os ânimos estão exaltados pela convocação da Força Nacional”, declarou Luís Boudens, presidente da federação que representa agentes, escrivães e papiloscopistas da PF (Fenapef). Os protestos, nos quais as centrais sindicais são as principais organizadoras, acontece um dia antes da vigência das novas leis trabalhistas. As centrais também se opõem à proposta de reforma previdenciária que tramita no Congresso.

Clima quente

Servidores promovem Dia Nacional de Paralisação para protestar contra a reforma trabalhista e medidas que afetam o funcionalismo

» As manifestações começam às 8h e acabam no início da noite.
» Os protestos reúnem servidores federais, estaduais e municipais e centrais sindicais contra reforma trabalhista e a MP nº 805/2017, que posterga os reajustes salariais de 2018 para 2019 e eleva a contribuição previdenciária de 11% para 14% da remuneração.
» O 10 de Novembro será a largada para outras atividades do funcionalismo. Veja o calendário:

 

 

10/11 - Dia Nacional de Paralisação
Manhã — Espaço do Servidor na Esplanada dos Ministérios
Tarde — Rodoviária, em conjunto com as centrais sindicais
14/11 - Reunião das assessorias jurídicas das entidades do Fonasefe e do Fonacate
16/11 - Nova reunião dos fóruns de servidores
20/11 - Audiência pública no Senado Federal
21/11 - Audiência pública na Câmara dos Deputados
27/11 - Seminário do Fonacate: “Qual serviço público que queremos?”, no  Auditório Nereu Ramos, na Câmara
28/11 - Caravana Nacional do Funcionalismo a Brasília, com manifestações na Esplanada dos Ministérios
29/11 - Ato público no Judiciário para anunciar ação jurídica contra a MP n° 805


Outras iniciativas

» Solicitação de audiência com os presidentes da Câmara e do Senado e lideranças do governo e da oposição nas duas Casas.
» Nota pública das entidades do Fonasefe e do Fonacate convocando para novos protestos contra o “pacote de maldades” da equipe econômica do presidente Michel Temer.

Pauta de reivindicações dos servidores

» Em defesa dos serviços públicos de qualidade para a população.
» Revogação e retirada de todas as MPs e projetos de lei que prejudicam o funcionalismo (MPs 805 e 792/ 2017 e PL 116/2017).
» Não à reestruturação das carreiras do funcionalismo.
» Não à reforma da Previdência.
» Revogação da Emenda Constitucional nº 95. Não à reforma do ensino. Não à reforma trabalhista. Fim das terceirizações.
» Contra as privatizações.
» O ajuste fiscal não pode atingir os trabalhadores. Bancos e detentores de grandes fortunas devem pagar pela crise.

Fontes: Fonacate, Fonasefe, centrais sindicais

 

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