Puxada por habitação, vestuário e saúde, inflação vai para 0,42% em outubro

Segundo o IBGE, a aceleração entre setembro e outubro é decorrente do custo da energia elétrica, que subiu, em média, 3,28% no mês, em razão da adoção da bandeira vermelha por parte do governo federal

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postado em 10/11/2017 09:33 / atualizado em 10/11/2017 10:09

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro fiou em 0,42% frente a setembro, 0,26 ponto percentual acima do resultado de setembro e 0,16 ponto percentual a mais que no mesmo mês de 2016. Com isso, a inflação está em 2,54% no acumulado de 12 meses. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta (10/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos nove grupos de produtos e serviços, sete registraram aumento frente a setembro. A maior alta foi registrada pelos preços de habitação, que subiu 0,43 ponto percentual e alcançou 1,33%, seguido de vestuário (0,71%), saúde e cuidados pessoais (0,52%), transportes (0,49%), comunicação (0,4%) e educação (0,06%). 

Os preços que apresentaram queda foram dos grupos de alimentos e bebidas e artigos de residência, que caíram 0,05% e 0,39%, respectivamente. Alimentação apresentou queda pelo sexto mês consecutivo, mas foi menos intensa do que a registrada em setembro, quando marcou recuo de 0,41%. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada do grupo é de retração de 2,14%, menor resultado da série histórica, iniciada em 1994.

Os economistas consultados pelo Banco Central acreditam que a inflação vai terminar o ano em 3,08%, acima do piso da meta, que é 4,5%, mas pode variar entre 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.  

O discurso do governo federal é que a queda da inflação nos últimos anos possibilitou maior poder de compra dos brasileiros. O índice de preços superou os 10% em 2016 no acumulado de 12 meses. A queda do IPCA foi resultado da política monetária do Banco Central, que aumentou os juros para limitar o acesso ao crédito. 

Com a inflação controlada, o Comitê de Política Monetária (Copom) vem reduzindo a taxa básica da economia, a Selic, desde outubro de 2016. Atualmente está em 7,25% ao ano, frente aos 14,25% ao ano que perdurou na maioria dos meses do ano passado. 
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