Correio realiza debate sobre exportação, nesta terça-feira

O presidente da Apex Brasil, Roberto Jaguaribe, abre os trabalhos, que contarão com a presença do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, no encerramento

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postado em 21/11/2017 06:00 / atualizado em 20/11/2017 23:33

Evaristo Sá/AFP - 16/3/17
 
Os bons números apontando para a recuperação da economia brasileira em 2018, contraditoriamente, criam o risco de gerar efeitos negativos para o comércio externo. “Quando a demanda interna se recupera, muitas empresas abandonam os negócios no mercado internacional”, alerta o especialista Welber Barral.


Ex-secretário de Comércio Exterior, ele aponta ser esse um dos fatores a contribuir para que a participação do Brasil esteja, há anos, estagnada na posição de 1,1% do volume de negócios mundiais, 25ª posição no ranking da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Esse “efeito sanfona”, diz Barral, tem se repetido sempre que o mercado interno encolhe. Como ocorreu nos últimos três anos, a recessão aumentou o interesse em vender lá fora, para compensar as perdas aqui. O contingente de novos participantes aumentou, principalmente de empresas de pequeno porte. “Agora, vamos ver, de novo, muitos empresários desistirem, o que é uma pena, porque o trabalho de inserção leva tempo e investimentos”, comenta.

Barral vai discorrer sobre esse tema no Correio Debate — Pequenas e Médias Empresas: o caminho para a exportação, que acontece hoje, a partir das 14h, no auditório do jornal. O presidente da Apex Brasil, Roberto Jaguaribe, abre os trabalhos, que contarão com a presença do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, no encerramento.

Para Barral, o efeito sanfona está na lista dos entraves à expansão do comércio exterior. “É um problema para o país, já vi isso várias vezes. As empresas, principalmente de pequeno porte, resolvem exportar. Levam uns dois anos para ter retorno, mas, se voltam a ter lucro interno, abandonam as vendas para fora, porque sabem lidar, de maneira mais fácil, com o mercado interno.”

O conselho do especialista, sócio da Barral MJorge, é: se já atravessou tantas barreiras, como crédito,  infraestrutura,  de logística, burocracia na Receita Federal, capacitação, além de desvantagens tecnológicas, e mesmo assim conseguiu penetrar em outros mercados, o exportador deve tentar manter sua fatia. Por exemplo, apartando um terço ou mais da produção para continuar a venda externa.
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