Maia: ainda faltam muitos votos para aprovar a reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, diz que o governo Temer ainda está longe de conseguir os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência

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postado em 30/11/2017 14:00 / atualizado em 30/11/2017 14:18

Evaristo Sá/AFP

 
Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governo ainda está "muito longe" de ter os 308 votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência. A avaliação foi feita pelo parlamentar nesta quinta-feira (30/11), em São Paulo. 
 

Ter certeza de que a mudança nas regras da aposentadoria conta com o apoio desse número de deputados é fundamental para o governo, com apoio de Maia, colocar o tema em votação. Essa foi a avaliação feita em reunião na quarta-feira, no Palácio do Planalto, na qual o presidente Michel Temer se reuniu com políticos de sua base de apoio.

O governo corre para aprovar a reforma ainda este ano, pois a avaliação é que, em 2018, ano de eleições, a reforma encontrará ainda mais resistência. Para Maia, porém, o cenário não se mostra muito favorável. "Ainda não fiz a conta, mas falta muito", disse o presidente da Câmara, acrescentando que a base está desarticulada.
 

PSDB segue indefinido 


Um complicador para a aprovação tem sido a postura ambígua do PSDB, que sugeriu abrandar as regras relativas à aposentadoria por invalidez, ao acúmulo de benefícios e à transição para servidores públicos. O apoio dos tucanos parece depender da aceitação dessa mudança no texto, mas o governo acredita que ela reduziria muito o impacto da reforma nas contas públicas.

Assim, o PSDB mantém um pé fora e outro dentro do apoio à reforma e ao governo Temer. Na terça-feira, o senador tucano Aécio Neves (MG) disse que havia chegado a hora de o PSDB deixar o governo. Nesta quinta-feira, porém, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, negou que a legenda tenha deixado de apoiar Temer e desconversou ao ser questionado sobre uma eventual saída sua do cargo. "Isso é um assunto que compete ao presidente", disse a jornalistas.

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