Mantega e Foster são denunciados no Rio por prejuízos na Petrobras

O processo trata sobre a política de preços da gasolina e do diesel da estatal, que foi utilizada para segurar a inflação entre os anos de 2013 e 2014

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O Ministério Público Federal do estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública contra o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e a ex-presidente da Petrobras Graça Foster por improbidade administrativa. O processo trata sobre a política de preços da gasolina e do diesel da estatal, que foi utilizada para segurar a inflação entre os anos de 2013 e 2014.



Segundo argumento do MP, os membros do Conselho de Administração da Petrobras mantiveram uma política de retenção de preços dos combustíveis, mesmo dando prejuízo à empresa, já que o mercado internacional se movimentava de forma contrária.

 

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Além da dupla, foram incluídos como réus do processo Francisco Roberto de Albuquerque, Luciano Coutinho, Marcio Pereira Zimmermann, José Maria Ferreira Range e Miriam Belchior, que são ex-integrantes do Conselho.

O Ministério Público afirmou também que o Conselho foi alertado pela diretoria da Petrobras sobre a necessidade de reajustes, mas o grupo permaneceu com a política de precificação adotada.

A prática foi tomada para segurar a inflação, que fechou 2014 em 6,29% -- dentro da meta, que vai até 6,5%. Caso o governo não atingisse a meta, o Banco Central teria que enviar uma carta ao Congresso Nacional justificando o discumprimento. Na época, a ex-presidente Dilma Rousseff era candidata a reeleição. Na primeira reunião pós-eleições o Conselho recomendou o aumento dos preços.

O Ministério Público pede o ressarcimento à Petrobras por abuso de poder. O Correio ainda não conseguiu contato com os envolvidos.

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