Governo marca nova data para votar Previdência: 18 de dezembro

Objetivo do Planalto é usar a próxima semana para buscar os 308 votos necessários para a aprovação do projeto

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postado em 07/12/2017 20:44 / atualizado em 07/12/2017 21:11

Brizza Cavalcante/Agência Câmara

 
Após se reunir com o presidente da República, Michel Temer, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que o Planalto pretende submeter a reforma da Previdência à votação em plenário no próximo dia 18.
 
"Foi feita uma avaliação de que nós devemos ter mais uma semana para melhorarmos ainda mais o ambiente que já melhorou. Mas precisamos avançar ainda mais para conquistar os votos necessários à aprovação da reforma", explicou o deputado.

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Ribeiro afirmou ainda que o governo pretende alcançar 320 votos, a fim de garantir uma "margem de segurança". Para aprovar a reforma, são necessários 308. O líder, no entanto, preferiu não estimar quantos votos o Planalto teria hoje: "Vamos ter o necessário para a aprovação."

O cenário, porém, não mostra-se tão favorável assim. Na quarta-feira (6/12), em entrevista ao programa CB.Poder — uma parceria do Correio com a TV Brasília —, o relator da reforma na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), avaliou que o governo tem, atualmente, entre 290 e 310 votos

Também nessa quarta-feira, o presidente Michel Temer reuniu-se com diversas autoridades — em um encontro onde só foi servida água mineral — e a percepção geral foi de que, neste momento, o Planalto não teria os votos necessários.

Questionado sobre como conquistar esses votos que faltam, Ribeiro afirmou que o governo lutará para "desmentir as inverdades". Segundo ele, as tais inverdades seriam que a reforma "retira direitos dos trabalhadores", "mexe com os trabalhadores rurais" e "mexe com os mais pobres".

Por fim, o líder foi otimista ao prever que a proposta será votada também em segundo turno ainda em 2018, sendo que o recesso parlamentar começa em 23 de dezembro — apenas cinco dias depois da provável votação em primeiro turno. Na quarta-feira, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou que, após a votação na Câmara, a reforma seria analisada pelo Senado já em fevereiro do próximo ano.

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