Ministério lança medidas de combate à corrupção no agronegócio

Ações objetivam evitar desvios entre servidores da pasta e empresas do agronegócio, como os que ocorreram na Operação Carne Fraca

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postado em 12/12/2017 16:40 / atualizado em 12/12/2017 16:56

Valter Campanato/Agencia Brasil


A corrupção no agronegócio será combatida a ferro e fogo. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou oficialmente nesta terça-feira (12/12) o Selo Agro Mais Integridade e o Pacto pela Integridade. As duas ações têm por objetivo evitar desvios de conduta entre servidores da pasta e empresas do setor. É uma estratégia para evitar problemas ocorridos na Operação Carne Fraca no passado, quando frigoríficos foram investigados pela Polícia Federal por suspeita de pagamento de propina para fiscais agropecuários encobrirem irregularidades nos produtos vendidos por grandes empresas.
 
O Pacto pela Integridade consiste em implementação de políticas internas, procedimentos e regras de compliance anticorrupção no Mapa. Ou seja, a pasta implementará ações para que esteja de acordo com as legislações, decretos e normativos de acordo com a política estatal. 

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Já o selo Agro Mais Integridade tem por objetivo premiar as empresas e entidades do setor que adotarem práticas de governança e gestão capazes de evitar desvios de conduta e de fazer cumprir a legislação. “É o plano de modernização do ministério da Agricultura que tem a visão diferenciada e focada nos resultados, e não mais nos processos. Com esse plano, já resolvemos mais de 840 problemas apresentados pelo setor produtivo”, comemorou o secretário executivo da pasta, Eumar Novacki.
 
O ministro do Mapa, Blairo Maggi, avalia que as duas medidas terão importante papel para dar continuidade ao trabalho exercido pela pasta no combate à corrupção. Ele destacou que, após a Carne Fraca, o Brasil já resgatou a credibilidade dos mercados externos, a ponto de as exportações de carnes voltarem a subir. “O volume de vendas de carne já é 13% maior que no ano passado. Em termos de recursos financeiros, é 9% acima. Significa que passamos por essa fase. Mas algumas outras coisas ficaram de lição. E o compliance, que, hoje, apresentamos, é uma das lições que tiramos desse processo”, destacou. 
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