Demanda do setor aéreo pode chegar a 700 milhões de passageiros em 20 anos

Projeção da Secretaria Nacional de Aviação Civil considera cenário otimista para economia, sucesso nas concessões aeroportuárias e flexibilização das operações

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postado em 20/12/2017 12:28

Setor que sofreu com quedas sucessivas na demanda por passagens aéreas até agosto deste ano, a aviação comercial iniciou a recuperação e deve fechar o ano com 2% de crescimento sobre o resultado de 2016. Mas as perspectivas são bem mais positivas do que a projeção de alcançar entre 8% e 12% de aumento na movimentação de passageiros entre novembro e fevereiro, no período de festas e férias.

Considerando um cenário otimista, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) do Ministério dos Transportes estima aumento de 3,5 na demanda, atingindo 700 milhões de passageiros por ano daqui a 20 anos, ante os 201,3 milhões que viajaram de aviação em 2017. Os dados consolidados de novembro apontam crescimento de 10% ante o mesmo mês do ano passado.

O secretário nacional de Aviação, Dario Lopes, afirmou que o aumento na demanda está surpreendendo, considerando os resultados dos anos anteriores. De janeiro a outubro, o crescimento acumula 1,7% ante o mesmo período de 2016. Houve queda de 7,29% no ano passado em relação ao ano anterior e uma alta de apenas 0,28% em 2015 ante 2014.

“Se a economia se recupera, o transporte melhora mais. Existem agendas que estamos fazendo, que facilitam a vida, permitem mais flexibilização operacional, mas, neste instante, é reflexo da economia”, explicou Lopes

Para atingir a projeção otimista de chegar a 700 milhões de passageiros em 20 anos, a SAC considera sucesso na próxima rodada de concessões, avanço na infraestrutura e a flexibilização nas operações, com redução de custo. “O cenário conservador, com projeções mínimas de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) e não fazendo nada para mexer na aviação, devemos dobrar a demanda para 400 milhões de passageiros. Mas não é isso que a gente quer. Queremos aumentar a capilaridade. Por isso, consideramos outro cenário”, disse.
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