Marun parte para o ataque após ameaça de carta de governadores para Temer

Carlos Marun saiu atirando contra os governadores que demonstraram insatisfação com as declarações do escudeiro sobre as liberações de financiamento de bancos públicos estarem condicionadas ao apoio à reforma da Previdência

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postado em 28/12/2017 13:02

Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, saiu atirando contra os governadores que demonstraram insatisfação com as declarações do escudeiro sobre as liberações de financiamento de bancos públicos estarem condicionadas ao apoio à reforma da Previdência. Governadores disseram que enviaram nessa quarta-feira (27/12) uma carta aberta ao Palácio do Planalto repudiando as declarações de Marun. No entanto, a assessoria da Presidência informou que, até a manhã desta quinta-feira (28/12), não havia recebido carta alguma.

“A reação daqueles que querem continuar omitindo a participação do governo federal nas ações resultantes de financiamentos obtidos junto aos bancos públicos só se justifica pela intenção de buscar resultados eleitorais exclusivamente para si. Estes defendem a equivocada tese de que quem recebe financiamentos pratica ações de governo e que quem os concede, não”, disse Marun, em nota divulgada hoje por sua assessoria de imprensa.

“Afirmei, como reafirmo, que espero que todos os agentes públicos tenham a responsabilidade de contribuir neste momento histórico da vida da Nação. E afirmei, como reafirmo, que vou dialogar de forma especial com aqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo, pleiteando o seu envolvimento no esforço que estamos fazendo para realizar as reformas que o Brasil necessita”, disse o ministro, acrescentando que “o Brasil avança. Nossa economia reage”. “Nada me afastará do objetivo de fazer com que o país não retroceda”, finalizou Marun.

Indulto controverso

O presidente Michel Temer não tem compromissos oficiais na agenda de hoje, mas recebeu o ministro da Justiça, Torquato Jardim, no Palácio do Jaburu. Na ocasião, conversaram sobre a decisão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar trechos do decreto de indulto de Natal assinado por Temer e bastante criticado pelos procuradores da Lava Jato. De acordo com fontes do governo, Temer e o chefe do MJ discordam da ação da PGR e decidiram manter o texto do indulto.
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