Ibovespa bate recorde pelo nono dia consecutivo

Houve alta de 0,84% sobre os 77,9 mil pontos dessa terça (3/1), o valor mais alto fechado até então

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postado em 04/01/2018 19:09 / atualizado em 04/01/2018 19:16

AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL

 
O Ibovespa bateu recorde, pelo nono dia seguido, fechando em 78,6 mil pontos, depois de oscilar acima dos 79 mil ao longo do pregão. Houve alta de 0,84% sobre os 77,9 mil pontos dessa terça (3/1), o valor mais alto fechado até então, informou a B3. Vários fatores puxaram o índice, como a revisão para cima nos preços das commodities, aço no caso, levando as empresas do setor a subir forte.
 
 
Somando-se aos bons fundamentos da economia brasileira, as especulações no cenário político também contribuíram. De acordo com analistas, parte do mercado financeiro aposta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser condenado no julgamento do próximo dia 24, e sair do páreo das eleições majoritárias de outubro.
 
“O julgamento do Lula em Porto Alegre (TRF4) pode desencadear melhoras para o risco Brasil e para o risco político”, comentou o consultor financeiro Demetrius Lucindo. Para Rafael Figueiredo, da Clear Corretora, o efeito Lula é também “uma grande variável”,  que pode ser dissipada ao longo do tempo. “Ele pode ser inocentado e ser candidato, ou condenado e brigar na Justiça para ser candidato”.
 
Figueiredo destaca que “2018 está dado”. Para os agentes financeiros será um ano bem mais positivo do que 2017, com previsão de crescimento da atividade econômica de 2,5%, a seu ver. 
 
Mais importante é o país ter juro de um dígito a longo prazo, com perspectiva de novo corte da taxa básica Selic em fevereiro pelo Banco Central. Com a inflação sob controle, “sem retrocesso nas variáveis macroeconômicas”, diz  João Augusto Sales, a Lopes Filho Consultores de Investimentos.
 
 E o cenário externo que ajuda, mostrando a China e Estados Unidos com bons indicadores macroeconômicos. “Há um consenso sobre o crescimento da economia global, o que favorece os mercados emergentes e as commodities”, destaca Figueiredo.
 
Sales menciona ainda que há ingresso maciço de capital estrangeiro para a compra de ativos na bolsa brasileira, desde o fim do ano passado. E Lucindo cita que os juros em baixa abrem o apetite dos investidores por maiores riscos, ou seja, há aplicações fortes, também, do investidor doméstico no mercado de ações.
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