Após rebaixar o Brasil, S&P reavalia nota de 29 instituições financeiras

Banco do Brasil, Caixa, BNDES, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander estão entre os que sofreram redução de classificação de risco. Estados de SP e SC e prefeitura do Rio também tiveram downgrade

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postado em 12/01/2018 18:11 / atualizado em 12/01/2018 18:22

Brendan McDermid/Reuters

 

Após rebaixar a nota dos títulos soberanos brasileiros de longo prazo em moedas nacional e estrangeira, ontem, a Standard & Poor’s (S&P) reavaliou as notas de 29 instituições financeiras e de seguro nacionais e estrangeiras que operam no país nesta sexta-feira (12/1). A agência rebaixou a classificação dos papeis de longo prazo de 15 instituições financeiras de BB para BB-, a mesma classificação do Brasil. Entre os rebaixados, destacam-se os maiores bancos públicos e privados, como Banco do Brasil, Caixa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bradesco, Itaú Unibanco e Santander.



A entidade também rebaixou hoje os ratings de longo prazo em moeda estrangeira e em moeda local dos estados de São Paulo e de Santa Catarina de BB para BB-. A nota dos papeis de longo prazo em moeda estrangeira e local da cidade do Rio de Janeiro também foi rebaixada de BB para BB-. “Ao mesmo tempo, reafirmamos os ratings de longo prazo ‘brAA-’ na escala nacional Brasil dos estados de São Paulo e de Santa Catarina e da cidade do Rio de Janeiro. A perspectiva dos ratings é estável”, informou o comunicado da agência avisando que poderá rebaixa novamente essas três classificações nos próximos 12 meses se os perfis de crédito “se deteriorarem de forma significativa e inesperada”.

A S&P reduziu de a nota de 15 instituições financeiras de BB para BB-. A perspectiva ficou estável. Segue abaixo a lista dos rebaixados:

  1.  Banco do Brasil S.A.;
  2. Banco Bradesco S.A.;
  3. Banco Citibank S.A.;
  4. Itaú Unibanco Holding S.A.;
  5. Itaú Unibanco S.A.;
  6. Banco ABC Brasil S.A.;
  7. Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB);
  8. Banco Santander (Brasil) S.A.;
  9. China Construction Bank (Brasil) Banco Multiplo S.A.;
  10. Banco Votorantim S.A.;
  11. Banco Safra S.A.;
  12. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);
  13. Caixa Econômica Federal;
  14. B3 S.A - Brasil, Bolsa, Balcao;
  15. GP Investments Ltd;
Além disso, a agência manteve a nota brAA- de 14 insituições, mas revisou a perspectiva de estável para negativa das seguintes entidades:

  1. Ativos S.A. Securitizadora de Creditos Financeiros;
  2. Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A;
  3. Banco Morgan Stanley S.A.;
  4. Banco J.P. Morgan S.A.;
  5. Banco Toyota do Brasil S.A.;
  6.  Banco BNP Paribas Brasil S.A.;
  7. Banco Volkswagen S.A.;
  8. Banco Ole Bonsucesso Consignado S.A.;
  9. BNDESPar-BNDES Participações S.A.;
  10. BV Leasing Arrendamento Mercantil S.A.;
  11. Bradesco Capitalização S.A.;
  12. Bradesco Seguros S.A.;
  13. Austral Seguradora S.A.
  14. Austral Resseguradora S.A.The

A S&P também anunciou que os ratings de 18 entidades financeiras não foram afetados imediatamente pelo rebaixamento da classificação de risco do Brasil. São eles:

  1. BRB - Banco de Brasilia S.A.
  2. Banco do Estado do Para S.A.
  3. Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. (BDMG)
  4. Banco BTG Pactual S.A.
  5. Banco Daycoval S.A.
  6. Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.
  7. Paraná Banco S.A
  8. Banco Pan S.A.
  9. Banco Paulista S.A.
  10. Banco Inter S.A.
  11. Banco Pine S.A.
  12. Banco Mercantil Do Brasil S.A.
  13. Banco Fibra S.A.
  14. Haitong Banco de Investimento do Brasil S.A.
  15. Caruana S.A. - Sociedade de Credito, Financiamento e Investimento
  16. Malucelli Seguradora S.A.
  17. J. Malucelli Resseguradora S.A.
  18. Terra Brasis Resseguros S.A.

A agência  norte-americana informou que não espera qualquer alteração nas avaliações de capital e de ganhos das instituições financeiras listadas acima “devido a maiores taxas em nosso capital modelo conduzido pela ação de classificação soberana”.

A S&P foi a primeira agência a retirar o grau de investimento dos títulos soberanos do Brasil, em setembro de 2015. De acordo com a instituição, o ritmo de adoção de medidas de reformas “mais lento do que o esperado” para corrigir o desequilíbrio fiscal estrutural fez com que a nota de risco do país descesse mais um degrau em relação ao selo de bom pagador, passando de BB para BB-. Agora, o país está a três patamares abaixo do grau de investimento e cada vez mais perto da nota C, que é dada para países com risco de calote, ou seja, os junkbonds (lixo).
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