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Começa nesta terça-feira o prazo de entrega das declarações de IR

Mais importante do que ter pressa, porém, é juntar comprovantes para não ter dor de cabeça

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postado em 01/03/2016 06:00 / atualizado em 14/03/2016 19:10

A pressa pode ser inimiga do contribuinte na hora de entregar a declaração do Imposto de Renda, avisam os especialistas. Erros de digitação, como inverter a ordem de números ou trocar ponto por vírgula, são comuns e podem ser um transtorno. Portanto, faça a declaração com calma, tome conhecimento das regras para este ano, junte os documentos e comprovantes e comece. O prazo de entrega, que começa hoje, vai até as 23h59 de 29 de abril, logo há tempo para evitar dores de cabeça no futuro.

Carlos Moura/CB/D.A Press Luciene Maria da Silva passou por alguns apertos por deixar a prestação de contas com o Leão para o último dia


Alguns erros são recorrentes, e o supervisor nacional do Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir, alerta que é importante checar os dados das empresas, os valores recebidos, os gastos dedutíveis e bater os números antes de fazer o envio da declaração. Entre as falhas que mais levam contribuintes para a malha fina, está a omissão de uma segunda fonte pagadora.

 

Ao preencher o formulário, muitas pessoas acabam esquecendo de incluir rendimentos tributáveis, além da principal fonte pagadora — como aluguéis, serviços prestados, pensões, uma palestra ou mesmo uma aula particular. Não importa se o valor for baixo, pois a declaração de todos os rendimentos é importante para evitar cair nas guarras do Leão.

Dependentes
Outro erro comum, para o qual se deve ficar atento, é cometido por pais separados, que acabam não incluindo a renda dos dependentes, como pensões alimentícias. Além da renda paga aos filhos no caso de separação, os responsáveis devem declarar tudo dos dependentes. Remuneração com estágios e bolsas de estudo precisam ser incluídas na declaração.

O técnico do Fisco lembra que as restituições são pagas por ordem de recebimento, a partir de junho até dezembro. “A regra é: quem entrega primeiro recebe primeiro. Idosos, aposentados, pessoa com moléstia grave e deficientes também. Mas é preciso lembrar que é importante checar bem os dados antes de enviar, já que, se for necessário fazer uma declaraçãoretificadora, o contribuinte vai para o fim da fila, mesmo tendo entregado nos primeiros dias”, destaca Adir.

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Deixar para declarar nos últimos dias do prazo pode não ser uma boa opção. A bancária Luciene Maria Silva, 52 anos, por falta de tempo, sempre prestou contas ao Fisco no último dia. “A minha vida era muito corrida, então, eu acabava me preocupando com isso só quando já estava no limite”, relata. Este ano, pretende não passar pelo sufoco que foi a entrega em alguns momentos. “Teve uma vez que acabou a luz no último dia de declaração. Em outra ocasião, deixei de incluir recibos por falta de informação. Tudo isso aconteceu comigo e foi uma dor de cabeça”, conta.

Mas, se a entrega nos primeiros dias garante devolução mais rápida, o presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo (Sindicont-SP), Jair Gomes de Araújo, chama a atenção para uma vantagem que quem entrega mais tarde tem: a correção do valor pela taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano. “Essa taxa é superior à da poupança e de muitas aplicações em fundos, e vários clientes preferem adiar a prestação de contas para aproveitar esse rendimento”, afirma o contabilista.

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