49 anos

Brasília

Publicação: 22/04/2009 12:40 Atualização: 22/09/2009 14:53

Por Flávio Leite


No céu onde o azul e o mel se misturam

Vejo a esperança, outrora tão perdida,

Brilhar em uma tarde em que a aurora

É fascinante quanto a cor de algum sorriso.


A arte revestida de concreto é um ofício,

Mas é arte humanizada pelo arquiteto.

Nas ruas sem esquinas e pelos bares os amigos;

Perdido em Brasília, enfim, me acho.


De certo a grandeza em seus palácios

Combina com a beleza de seus vícios,

São tantos monumentos que retratam

O encanto de uma cidade em seus delírios.


Por mais que os problemas lhe invadam,

Brasília onde o destino eu reinvento,

Tu és um avião que se fez pássaro;

Às margens de um Paranoá em movimento.


Aqui, o paraíso é um planalto

Onde deixo o meu coração seguir o vento.

Em suas flores de ipê assim me deito,

Enquanto ouço os carros como um acalanto.

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