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Correio Braziliense

Com dificuldades para ter filhos, casal adotou um cão japonês

Casados há 11 anos, jornalista e advogado decidiram criar o spitz.

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postado em 21/04/2016 08:30 / atualizado em 21/04/2016 17:49

Rafael Campos

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press

Quando fala da cidade que escolheu para montar a família há 19 anos, a jornalista Oda Paula Fernandes, hoje com 36, sempre cita o clima. Os altos e baixos da temperatura brasiliense ainda causam surpresa na mato-grossense, que decidiu morar aqui depois de tirar férias por um mês, quando terminou o ensino médio. “Mas basta eu viajar para sentir saudades. E não só do clima. Das pessoas, dos lugares... Até do trânsito. Aqui é minha cidade”, afirma.

E, caso esteja viajando com o marido, o advogado MCG da Cunha Fernandes, 44, há outro motivo que faz com que ela se sinta ainda mais feliz de voltar para casa: o spitz japonês Naota. Aos 7 anos, ele veio suprir uma necessidade do casal, se tornando o terceiro — e mais paparicado — membro da família. “Durante muito tempo, não queríamos ter filhos. Quando quisemos, brincamos que quem compra um cachorro logo tem um bebê. Assim, pegamos o Naota. Infelizmente, depois, descobri que teria muita dificuldade de gerar uma criança. Então, ele se tornou nosso filho”, conta.

Naota não está sozinho no status que carrega entre o casal. Uma pesquisa da Comissão de Animais de Companhia e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal do ano passado mostrou que, no DF, 42% de residências têm algum tipo de bicho. Cruzando esse dado com os números do Censo do IBGE, fica demonstrado que existem mais de 325 mil pets em todo o quadrado. “Nossa família é totalmente brasiliense, já que aqui há muita gente que adora bichos. Além de amarmos a cidade, já desistimos de nos mudar, porque não poderíamos levar o Naota. Ele sempre está conosco.”

Oda está casada há 11 anos, em um relacionamento que já dura 18. A chegada do cãozinho na família não só reforçou esse laço, como a fez perceber o quanto a decisão de criar um animal exige responsabilidades que, em vários momentos, se equiparam às de tomar conta de uma criança. “Não o humanizo porque sei que são diferentes. Mas é claro que temos todo o cuidado. Ele, de certo modo, ocupou o espaço de um filho. Nós somos uma família de três membros felizes.”

Naota, por exemplo, criou uma rotina para a dona. “Todas as manhãs, minha primeira tarefa ao sair de casa é deixá-lo com minha sogra. E a última, na hora de voltar, é buscá-lo. É como se tivesse que deixá-lo na creche todos os dias.” Uma creche de luxo, diga-se de passagem. Na casa da “avó” de Naota, ele tem quarto com ar-condicionado, só bebe água filtrada e fria e tem a própria cama — regalias que se repetem no próprio lar. “Todos querem estar com ele, que se comporta com cada pessoa da família de uma forma diferente. Mas nossa relação é a mais íntima, digo que ela é telepática”, garante Oda.
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