SIGA O
Correio Braziliense

Longe do modernismo, casal brasiliense teve sete filhos

Religioso, o casal optou por uma família numerosa. Todos os filhos são brasilienses, assim como a mãe. Só o pai é goiano

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 21/04/2016 09:30 / atualizado em 21/04/2016 17:50

Correio Braziliense

Vinícius Santa Rosa/Esp. CB/D.A Press

 

A servidora pública Selma Rodrigues Ribeiro, 49 anos, e o autônomo Edson Rideiro da Cunha, 55, são os pais de uma família especial, mas não tão comum. Longe da tendência moderna, eles tiveram sete filhos — todos brasilienses — e ainda pensam em adotar mais uma criança em breve. Para muita gente, ter tantas crias em casa pode parecer trabalhoso e cansativo. Mas, para eles, é um grande prazer. Recentemente, um dos filhos foi para o seminário, no Rio de Janeiro. Os demais vivem com os pais, na companhia de dois cachorros, algumas galinhas e peixes, no Park Way.

Nesta casa, a palavra de ordem é união. Talvez por isso a convivência seja pacífica e surpreendentemente organizada. Vinda de uma família de cinco irmãos, Selma é natural de Brasília. Goiano, Edson chegou à capital aos 14 anos em busca de estudo e trabalho. Casados há 25 anos, eles se conheceram em um grupo de jovens da Igreja Católica e começaram a fazer parte do Caminho Neocatecumenal, um itinerário de formação cristã que prega a abertura à vontade divina. Aí mora a razão para uma família tão numerosa. “Decidimos acolher o que a Igreja nos sugere”, conta Selma.

Ela conta que, quando a família sai, algumas pessoas ficam espantadas e que outras chegam a ser desrespeitosas, questionando a razão de tantos filhos. Apesar disso, reforça: “É uma decisão nossa. Somos felizes assim”. Sobre os desafios de educar sete filhos, ela destaca que passar valores corretos é o mais difícil. “É complicado porque você ensina uma coisa e o mundo prega outra. Mas, acima de tudo, sempre os ensinamos a ter fé”, diz.

Com o passar do tempo, vai ficando difícil reunir toda a família. Os compromissos de cada um dificultam a compatibilidade de horários. Por isso, os domingos são sempre reservados para que todos se encontrem. Entre risadas e conversas francas eles podem, naquele momento, celebrar a alegria de ser família. “É a hora que a gente tem para falar sobre a semana, sobre os problemas e desejos. Eu e o Edson aproveitamos esse momento para dar uma palavra boa para eles (filhos)”, menciona. Ali, uma coisa é unanimidade: uma das melhores coisas de ter uma família grande é viver com a casa cheia. “A gente nunca faz nada sozinho. A casa vive agitada, cheia de gente. É muito bom”, conta João Paulo Rodrigues Ribeiro, 16 anos, o quarto filho.

Por ser numerosa, a família já passou por situações curiosas. “Uma vez o guarda nos parou na blitz e perguntou para o meu marido se estávamos fazendo transporte escolar clandestino”, recorda. Quando precisam ir ao médico, por exemplo, todos marcam consulta no mesmo dia. O resultado: o consultório fica praticamente fechado para atender, naquele dia, apenas à família. No dia a dia, para que tudo flua bem, cada um ajuda nos serviços do lar. Não há empregados domésticos e, por isso, todos dividem as tarefas conforme a capacidade e a disponibilidade.

Felizes com a vida em família, eles falam sobre o que mais gostam em Brasília. “É uma cidade viva, cheia de festas e barzinhos”, diz Ana Luiza Rodrigues Ribeiro, 19 anos, a terceira filha. Para Edson, o melhor da cidade são as áreas verdes, ainda abundantes. “Já estive em outras capitais e nenhuma é tão arborizada quanto aqui. A natureza deste lugar é o que mais me atrai”, revela.

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Adeilsa
Adeilsa - 21 de Abril às 15:09
Por que o correio é tão racista

publicidade