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Correio Braziliense

Filhos seguem o caminho dos pais como servidores públicos

Intenção é incentivar as próximas gerações a trilharem o mesmo caminho

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postado em 21/04/2016 10:30 / atualizado em 21/04/2016 17:52

Maria Eduarda Cardim - Especial para o Correio /

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press
 

 

Carreira estável é o que três irmãos buscaram, após a influência dos pais, desde a infância. Filhos de Amália Alves, 64 anos, servidora aposentada, e de Luiz Almeida, já falecido, Juliana, 37, Luciana, 36, e Ricardo, 34, seguiram os passos dos dois e hoje todos trabalham no funcionalismo público. Essa história começou há quase cinco décadas, quando Amália saiu do interior do Ceará, então com 18 anos, para vir à capital do país terminar os estudos e buscar um emprego.

A cearense foi morar com o irmão, que já era concursado e a incentivou a seguir os mesmos passos. Quando trabalhava no Tribunal de Contas da União conheceu Luiz, também servidor. Com esse e muitos outros pontos em comum, o casal se uniu e a família cresceu. Amália conta que, desde quando os meninos eram pequenos, o discurso era o mesmo: a busca por estabilidade. Ela confessa a paixão por concurso. “Sempre gostei de fazer concurso. Fiz vários e acho até que é um vício.”

A filha mais velha, Juliana, lembra que os pais faziam a cabeça dela e a dos irmãos. Os tios também não ficavam de fora. “Eu era informada a cada edital de concurso que abria por um tio diferente”, relembra. Hoje, os três garantem que não fariam diferente. Luciana agradece aos pais e se vê à frente de amigos que decidiram seguir por outro caminho e não têm estabilidade na profissão. Ela e a irmã, Juliana, pretendem passar para as próximas gerações. “Vi o sucesso dos meus pais e vejo o meu. Meu filho será condicionado a também buscar isso”, afirma Luciana.

Além do incentivo dos pais, a caçula conta que ver tios e primos seguindo a mesma carreira a incentivou bastante. No total, 20 primos são servidores — entre eles, há dentista, promotor, médico, procurador, contador e outras profissões. Hoje, toda a família vive em Brasília, grande palco de concursos públicos. As opiniões são diferentes, mas o amor pela capital prevalece no fim.

Apesar de Amália não achar Brasília uma cidade acolhedora, ela acredita que ainda é um bom lugar para criar os filhos e os netos. “Os meninos viviam embaixo do prédio brincando. Hoje, os tempos mudaram”, acredita. Luciana concorda que os costumes e as brincadeiras mudaram, mas, ao contrário da mãe, considera a capital aconchegante. “Amo Brasília. Já morei em outros lugares e aqui foi o lugar que mais me acolheu. Não tenho pretensão de me mudar”, afirma. Entre os programas preferidos, o Parque da Cidade tem lugar garantido. As irmãs costumam levar os filhos para brincar no local. “A Maria Laura tem 4 anos e adora dar comida aos patinhos, brincar na área verde e andar de bicicleta”, conta Juliana. O Jardim Botânico, a Catedral e o Santuário Dom Bosco também estão entre os pontos turísticos visitados pela família.

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