SIGA O
Correio Braziliense

Unidos pelo Paranoá: fundador do Ocupe o Lago inspira filha a também preservar o local

O prazer em explorar o lago e a vontade de mantê-lo preservado unem as duas gerações; "todo mundo deveria cuidar do Paranoá da mesma forma como a gente cuida da nossa casa", diz a garota

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 21/04/2016 17:00 / atualizado em 21/04/2016 18:28

Maryna Lacerda

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press
 

 

Os laços sanguíneos transmitem características físicas, temperamentos e também paixões. No caso de Marcelo Ottoni Nepomuceno, 36 anos, e da filha Moara Zolet Nepomuceno, 14, o amor pelo Lago Paranoá também pode ser considerado uma herança genética. Marcelo é um dos fundadores do movimento Ocupe o Lago, focado em ações de preservação e conscientização sobre a importância do espelho d’água para a qualidade de vida na cidade. A iniciativa do pai inspira Moara, que, além de usufruir do lago, quer aprender a explorá-lo ecologicamente e continuar a defendê-lo.

O tempo de afastamento do Paranoá foi importante para que Marcelo reconhecesse o potencial de uso do espaço para os moradores da capital federal. Ele nasceu em Brasília, mas a vontade de morar no litoral o levou a Balneário Camboriú, em Santa Catarina. De lá, passou por Santa Cecília, no mesmo estado, onde conheceu a mãe de Moara e viu a filha nascer.

Anos depois, retornou à terra natal. “Por causa do lago, sinto menos falta do mar”, conta. Segundo Marcelo, da infância dele para a da filha, houve uma mudança profunda na forma como os brasilienses se relacionam com o Paranoá. “Ele era poluído. Então, não nadávamos lá. Minha mãe, ainda hoje, recomenda não entrarmos na água para não pegar doença. Herança daqueles tempos”, lembra.

Se mergulhar no lago era inviável, andar de caiaque, como Moara fez aos 8 anos de idade, era impensável. No início dos novos tempos, a jovem costumava acompanhar, de barco, os treinos de natação do pai. Hoje, adolescente, diversifica as atividades. “Faço SUP (stand up paddle) e já pratiquei canoa havaiana. Para mim, a natação é um amor”, descreve.

Por acompanhar as atividades do Ocupe o Lago, Moara também desenvolveu uma preocupação com a conservação do local. “Todo mundo deveria cuidar do Paranoá da mesma forma como a gente cuida da nossa casa”, argumenta. Ela reconhece os usos múltiplos do espaço. “É uma paisagem, atende o lazer e os esportes. É meu lugar preferido em Brasília”, garante.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade