SIGA O
Correio Braziliense

Um dos principais grupos de teatro da cidade, Mapati não pensa em sair de Brasília

Com mais de 40 integrantes, "família" é formada por atores que fazem parte da companhia, professores, amigos, funcionários e quem mais couber no coração da atriz e diretora do teatro, Tereza Padilha

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 21/04/2016 17:30 / atualizado em 21/04/2016 18:29

Juliana Contaifer

Vinícius Santa Rosa/Esp. CB/D.A Press
 

 

Como toda boa família, a Mapati preza pela liberdade dos seus. A convivência é intensa. Vivem intensamente por bastante tempo, em ensaios, apresentações e no dia a dia. Estão juntos nos bons e nos maus momentos, nos dias difíceis, em que aparecem mais problemas do que soluções, e naqueles nos quais a rotina da vida de artista é leve e a recompensa está nos olhos dos espectadores. Quando chega a hora de voar por outras paragens, porém, a chefe da família, a atriz e diretora Tereza Padilha, abre as cortinas e as janelas do teatro para que cada um bata as asas e possa mostrar o talento.

“Alguns vão e depois voltam; outros só vêm visitar. Mas sempre nos ligamos para perguntar como vão as coisas. Estamos sempre juntos, mas respeitando o espaço de cada um”, conta Tereza. A família Mapati, entre todas as indas e vindas dos membros, é grande. Gigante. Atualmente são quatro pessoas fixas, que organizam tudo no teatro, e outros 30 artistas, que fazem parte da companhia. Além de todos os ex-alunos e ex-atores da companhia. A cada ano, chegam pessoas novas.

O interessante é que essa família do teatro se formou por conta de um problema na família biológica de Tereza. Quando o filho pequeno, de 2 anos e meio, morreu, vítima de meningite, a atriz precisou de uma válvula de escape. Sentiu uma necessidade muito grande de trabalhar com crianças. “Fiquei muito impulsionada a fazer algo que juntasse as crianças para diminuir a minha saudade. Mas a minha saudade continua até hoje, claro.” No começo, o Mapati funcionava no meio da rua mesmo, tendo Brasília como palco. “Eu até assava uns bolos e chamava as pessoas para verem a peça e, depois, comerem um pedaço.” Em 1991, o Mapati abriu oficialmente as portas como um espaço físico.

O projeto é um sucesso, mas, quando perguntada sobre a expansão do Mapati para outras cidades, Tereza garante que estão muito felizes aqui no quadradinho. “A gente gosta assim, pequeno. É mais fácil de controlar. As pessoas que estão aqui são incríveis, maravilhosas, amigas. A minha família hoje é essa do teatro. São pessoas que me fazem feliz, são do meu coração. Claro que gosto muito da minha família pessoal, mas o povo do teatro é especial.”

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade