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Correio Braziliense

Brasilienses tomam as ruas para comemorar os 56 anos da capital

No Parque da Cidade, o Picnik chegou à sua 22ª edição reunindo milhares de pessoas. Na orla do Lago Paranoá, a comemoração foi com a 2ª Taça Brasília de Vela Adaptada

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postado em 21/04/2016 16:48 / atualizado em 21/04/2016 16:56

Isa Stacciarini

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

 

No 56º aniversário de Brasília manifestações culturais movimentaram o Parque da Cidade e o Lago Paranoá. A 22ª edição do Picnik pretende reunir de 15 a 20 mil pessoas, mesmo público do ano passado. O projeto existe há quatro anos e comemora aniversário no dia de Brasília. Um dos coordenadores do evento, Miguel Galvão, 30 anos, revela que a opção surge em um novo momento da cidade. “É uma data em que as pessoas procuram ir para a rua e não tinha muita opção. Como a população ficava mais refém de grandes eventos do governo, a gente resolveu criar uma opção mais alternativa para as pessoas virem com a família e com crianças fortalecendo também a cidade”, destacou.

O evento itinerante já passou por pontos abertos de Brasília como na Praça dos Cristais no Setor Militar Urbano (SMU) e Torre de TV Digital. “Os motes do projeto é buscar ressignificar esses espaços públicos junto à população. Quando a gente cria um vínculo afetivo das pessoas nesses espaços elas passam a se comportar de uma maneira diferente nesses locais. Zela mais, tem mais responsabilidade, briga por melhoras e conserva mais. Com isso, o Estado passa inclusive a ter um gasto de manutenção menor”, considerou. “O ponto forte do evento é justamente essa multiculturalidade. O picknick é um guarda chuva de ideias legais e a gente busca estar trazendo para apresentar ao público”, explicou.

A servidora pública Izabel Resende, 42 anos, e o marido Ronaldo Silva, 60, aproveitaram o momento em família e levaram o pequeno João Silva, 9 meses, para desfrutar do passeio. “É a segunda vez que participamos do evento e faltam mais iniciativas como essa ao ar livre, de graça, e que as pessoas possam vir se divertir e trabalhar. É uma excelente oportunidade”, ressaltou Izabel. “É perfeito e um bom momento para relaxarmos”, completou o marido. A família chegou por volta das 13h e pretendia ficar até o fim da tarde.

 

Breno Fortes/ CB/ D.A Press


Na orla do Lago Paranoá 16 paraatletas colocaram os barcos na água por volta das 10h para a competição da 2ª Taça Brasília de Vela Adaptada que contou ponto para o 2º Torneio Rudolf Pohl a ser realizado entre hoje e domingo. Ao todo, eram cinco mulheres e 11 homens. Entre eles, duas atletas que vieram de São Paulo para prestigiar o momento. A campeã da disputa foi a atleta Ana Paula Marques, 33 anos, que há dois anos pratica o esporte. Ela representará Brasília no torneio mundial na Holanda de 31 de maio a 11 de junho. Ana Paula ficou paraplégica há 13 anos depois de uma briga de família. “O meu desejo é ficar conseguir ficar entre as 10 melhores do mundo. Para isso, treino quatro vezes por semana. O maior desafio é o psicológico, o medo de errar e dar algum problema, mas estou esperançosa e farei o que for possível. O importante é mostrarmos que, apesar da deficiência, nada é impossível”, reforçou.

O coordenador do Núcleo de Brasília Vela Adaptada e idealizador do projeto, Bruno Pohl, reforçou o privilégio de um lago colorido com os barcos no dia do aniversário da capital. “Nunca antes foi reunida uma quantidade de barcos desse todos juntos. Essa é uma forma de resgatar a auto-estima deles e é um momento agradável de superação própria. Vemos os atletas rompendo barreiras e eles percebem o quão são capazes de realizar o próprio desejo”, lembrou. No início da tarde Rollemberg entregou a premiação aos vencedores.

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