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Agronegócio é área promissora para trablhadores

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postado em 26/02/2013 15:31

O Brasil é conhecido internacionalmente pelo potencial agropecuário: é líder, por exemplo, na produção de café, laranja, cana-de-açúcar e carne bovina. O agronegócio, enfim, é responsável por mais de 22% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o governo federal. E as projeções para os próximos anos indicam que os números não devem parar por aí. Estudos do Ministério da Agricultura apontam crescimento em basicamente todas as áreas entre 2012 e 2022, baseado principalmente no aumento da produtividade nas zonas rurais brasileiras. Mas, para que essa expansão realmente ocorra, são necessários profissionais que atuem em produção, gestão, distribuição e processamento dos produtos do campo.
Assim, graduações em áreas como agronegócios, gestão ambiental, zootecnia, agronomia, engenharia de alimentos e outros cursos que lidam com a cadeia produtiva rural são boas alternativas para quem busca oportunidades no mercado de trabalho. Foi atrás dessas chances que Bruna Kelly da Silva, 32 anos, começou a cursar gestão em agronegócios. A estudante acredita que o setor agropecuário brasileiro vive um momento de desenvolvimento tecnológico e que, principalmente pequenas e médias empresas envolvidas com o campo, devem atingir crescimentos significativos nos próximos anos.
O professor Kever Bruno Gomes, coordenador de curso técnico em agronegócio no DF, concorda com a estudante: “O crescimento do mercado e a especialização do setor criaram uma demanda crescente por profissionais capacitados para atender os novos empreendimentos do agronegócio, necessitando de profissionais capacitados para atuar nas relações entre empresas, pensar estrategicamente, introduzir modificações, atuar preventivamente, com uma visão ampla de toda a cadeia de produção”.
Para que essas necessidades sejam atendidas, os cursos voltados para o setor agropecuário tendem a incorporar disciplinas que anteriormente não eram usuais. Bruna Kelly, por exemplo, tem aulas de noções de marketing, contabilidade e logística voltadas para a atuação no campo, além de visitas a produtores e agroindústrias da região.
Outra habilidade procurada nesses profissionais é o domínio das relações pessoais. “Eles precisam lidar com diversos estratos sociais, entre vaqueiros, veterinários, proprietários rurais, comerciantes, engenheiros e empresários. Logo, é preciso saber falar e negociar com todos eles. Essa propriedade na comunicação costuma ser bem valorizada”, explica o professor Guilherme Carvalho.

Variedade

Quanto às oportunidades do mercado, o professor afirma que atualmente há uma grande variedade de possíveis áreas para atuação, mas aqueles que buscam trabalhar de forma mais direta com o campo devem estar dispostos a viver em pequenas e médias cidades, onde a produção agropecuária se desenvolve mais. De acordo com as projeções do Ministério da Agricultura, o estado de São Paulo deve se manter como grande produtor da área, mas outros estados, como Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Bahia, também devem apresentar crescimento no setor agropecuário na próxima década.
As opções para quem prefere estar nos grandes centros também são diversificados. Companhias especializadas no comércio de produtos agrícolas, prestadoras de consultorias e outras empresas com foco administrativo voltado para a área costumam ter escritórios em cidades maiores.
A remuneração dos profissionais envolvidos no mercado agropecuário varia bastante de acordo com a área de atuação. Para se ter uma base, um zootecnicista, responsável, entre outras coisas, pela nutrição e pelo melhoramento genético de animais e plantas, tem o piso salarial de R$ 2.280, de acordo com a Associação Brasileira de Zootecnia (ABZ). Mas a demanda por profissionais qualificados faz com que o valor esteja bem acima do piso, chegando a mais de R$ 10 mil.

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