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Fábricas brasileiras buscam recuperação e esperam ter um 2017 menos penoso

Humberto Barbato destacou que a base para a retomada do crescimento do Brasil deverá passar por uma agenda positiva para promover o aumento da produtividade e da competitividade do setor

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postado em 20/12/2016 10:33

Minervino Junior/CB/D.A Press

A luz amarela continua acesa para a indústria de transformação, que vem passando por momentos delicados. Para 2017, não estão previstas reações importantes na atividade do setor eletroeletrônico, por conta da pequena taxa de crescimento esperada para o Produto Interno Bruto (PIB). Diante da conjuntura atual, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, “o próximo ano não será auspicioso”. Porém, ele acredita que a indústria vencerá boa parte de suas dificuldades.

Barbato destacou que a base para a retomada do crescimento do Brasil deverá passar por uma agenda positiva para promover o aumento da produtividade e da competitividade do setor, com urgência nas reformas estruturais, uma política industrial moderna, com mudança no câmbio, redução da taxa de juros e apoio à produção doméstica. Segundo ele, a  instabilidade política é a grande causadora da “insegurança da indústria, que não busca somente a proteção, mas, sim, uma  política industrial moderna, que insira o país na fronteira tecnológica e na cadeia global”.

Para Barbato, uma alternativa para sair dessa crise é a mudança da política cambial. “ Se continuarmos com essa taxa de câmbio para segurar a inflação, vamos acabar com a indústria”, assinalou. Ele destacou que o faturamento do setor eletroeletrônico, que já não consegue ser competitivo no mercado internacional, deve registrar crescimento de apenas 1% em 2017.

Desemprego
Apesar de todos os percalços, o presidente da Abinee adiantou que deverá ocorrer pequena recuperação nos investimentos da indústria de eletrônicos entre 2016 e 2017, de R$ 2,413 bilhões para R$ 2,462 bilhões. Isso, porém, será pouco para reverter a redução da participação do setor no PIB, que, em 2015, foi a menor desde 1947.

A produção do setor, em 2016, apontou contração em 10%, que, se adicionada à queda de 2015 (-21%), representa retração superior a 30%. Os dados comprovam o desaquecimento do setor, tanto pelo segmento de bens de consumo quanto pelo ramo de bens de capital. O faturamento da indústria eletroeletrônica, neste ano, deverá atingir R$ 125  bilhões, com expectativa de crescimento de 4% em 2017, chegando R$  130,5 bilhões.

Segundo Barbato,  a queda da renda da população, a alta crescente do desemprego e o elevado endividamento foram fatores que inibiram a iniciativa de compra dos consumidores. 
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