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Grupos ultraconservadores reeditam hoje a Marcha da Família

Expectativa é reunir 5 mil pessoas em São Paulo

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postado em 22/03/2014 06:01

Ana Pompeu




Do lado oposto ao movimento de memória, justiça e verdade que pretende esclarecer os detalhes da ditadura cívico-militar iniciada no país em 1964, grupos ultraconservadores reeditam hoje a Marcha da Família com Deus Pela Liberdade. Será uma comemoração às cinco décadas da passeata, que, naquele ano, rebateu a mobilização empreendida pelo presidente João Goulart. Eles sairão da Praça da República até a Praça da Sé, pela Barão de Itapetininga, em São Paulo. A expectativa é que outras capitais também promovam passeatas semelhantes.

A manifestação percorrerá o mesmo trajeto de 19 de março de 1964, quando versões históricas apontam que meio milhão de pessoas marcharam contra o comunismo, convocadas principalmente pelo então governador de São Paulo, Adhemar de Barros. Pesquisadores e estudiosos do período estimam o público em 200 mil. Hoje, com base em imagens da época, calcula-se que foram pouco mais de 100 mil pessoas. A organização do ato pretende reunir cerca de 5 mil pessoas, a partir das 15h.

Ao contrário de algumas especulações, uma das organizadoras do ato, Cristina Peviani, 51 anos, a marcha não pede a instituição de uma ditadura. “Estão falando que a gente está querendo uma ditadura militar. De forma alguma se trata disso. É uma homenagem ao aniversário de 50 anos de uma data histórica muito bonita”, explica. Ela argumenta que atualmente o país vive tempos difíceis. “O marxismo está aí, estamos vivendo no comunismo. Precisamos evitar a cubanização do Brasil”, aponta. Celso Brasil, 56 anos, também faz parte da organização da Marcha da Família. Ele classifica o movimento como conservador por excelência. “Queremos conservar as cores da nossa bandeira, para que ela não se torne vermelha”, exemplifica.

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