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Cartas inéditas de JK no exílio em 1964 mostram um líder deprimido

Correspondências inéditas de JK a amigos no Brasil em 1964 mostram um homem triste e deprimido, mas com esperanças de que logo o país se libertaria

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postado em 23/03/2014 06:00 / atualizado em 23/03/2014 11:32


Cassado. Traído. Achincalhado por adversários políticos. Abandonado por alguns ex-aliados, Juscelino Kubitschek partiu para o exílio na Europa em 13 de junho de 1964. Foram abertas as páginas mais cruéis da biografia de um dos maiores estadistas deste país. Estava banido da vida política. Começava ali um período em que as cartas aos familiares, amigos e correligionários tornaram-se o único e possível meio de comunicação. Perseguido e vigiado mesmo no exterior, centenas de envelopes lacrados cruzaram o Atlântico, sempre confiados a portadores. Entre tantas linhas, salta um homem triste, deprimido, “que à noite busca as estrelas do céu da pátria”, e durante o dia, “busca nas multidões o sorriso acolhedor com que se habituara no meio de seus patrícios”.

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Nas longas descrições de sua rotina de exilado, há também um homem crente que, “no dizer dos astrólogos”, 1964 seria a sua “casa do inferno”. A virada de 1965 era esperada como o ano da libertação do jugo militar que, naquele momento, acreditava, seria temporário. “Este Brasil pode aceitar um freio momentâneo. Mas acabará por se libertar. E voltará então a alegria. As campanhas políticas não serão um brado de desespero, mas terão, como aquelas que chefiei, a sonoridade das canções folclóricas que instilavam no povo vontade de viver e de trabalhar”, escreveu JK em 27 de outubro de 1964 ao amigo médico Joaquim Mendes de Souza, ex-deputado federal pelo PTB.

Nesta reportagem da série sobre os 50 anos do golpe, o Correio mostra o teor das cartas ao casal Bertha e Joaquim Mendes de Souza, nunca publicadas, entre outras aos familiares e aliados que o ex-presidente mandou ao Brasil nos primeiros meses de seu exílio.

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