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Polarização de partidos e dos movimentos sociais contribuíram para golpe

Sessão do Congresso que declarou vaga a Presidência, em 1964, foi marcada pelo embate entre as legendas que apoiavam a manobra e as contrárias. No ano seguinte, o AI-2 extinguiu todas as siglas e estipulou o bipartidarismo

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postado em 28/03/2014 08:52 / atualizado em 28/03/2014 09:12

Daniela Garcia /Correio Braziliense

A polarização dos partidos políticos e dos movimentos sociais foi o fermento para o golpe de 1964. Desde a posse do presidente João Goulart (PTB), era intensa a disputa entre direita e esquerda, tanto em manifestações de rua quanto no Congresso Nacional. Entre as maiores legendas do parlamento, a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD) apoiaram a manobra dos militares, com a realização da sessão que declarava a vacância do cargo ocupado pelo então presidente Jango. Cientistas políticos destacam que a decisão contou com o aval de diversas organizações, que pediam pela intervenção militar no país.

À época do golpe, o Congresso era composto, em sua maioria, por três partidos: PTB, UDN e PSD. As legendas se dividiam em Frente Parlamentar Nacionalista (FPN) e Ação Democrática Parlamentar (ADP). Na frente, parlamentares do PTB e da ala esquerdista do PSD defendiam as reformas de base na educação e no meio agrário, enquanto a Ação era formada pela UDN e a maioria do PSD, com a defesa de interesses econômicos liberais. Além deles, havia o Partido Social Progressista (PSP), partido de Adhemar de Barros, o Partido Republicano (PR), o Partido Democrata Cristão (PDC) — que elegeu Jânio Quadros presidente, em 1960 — e o Partido da Representação Popular (PRP), que era herdeiro da Ação Integralista Brasileira, tendo Plínio Salgado como líder.

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A sessão que culminou no golpe começou na noite de 1º de abril de 1964 e entrou na madrugada do dia 2, por convocação do presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade (PSD). Os trabalhos ocorreram em um clima de tumulto entre direita e esquerda. Deputado federal pelo PDC à época, Plínio de Arruda, hoje com 83 anos, conta que a sessão “de longe foi a mais tensa” da qual já havia participado. Parlamentares de direita bravejaram que João Goulart teria saído do país sem autorização, enquanto os esquerdistas, como Plínio, tentavam defender o comunicado do então chefe do Gabinete Civil, Darcy Ribeiro. O documento informava que Jango havia viajado para o Rio Grande do Sul, onde se encontrava à frente de tropas militares legalistas e “em pleno exercício de seus poderes constitucionais”.

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