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Arte como resistência na ditadura. Exclusivo depoimento de Carlos Chagas

Há 50 anos, um golpe militar derrubava o governo democrático e instaurava uma ditadura que duraria até 1985. Durante o período, intelectuais e artistas foram severamente perseguidos, mas lutaram com a melhor arma que tinham: a arte.

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postado em 30/03/2014 08:00 / atualizado em 30/03/2014 11:45

Diego Ponce de Leon , Gabriel de Sá

Philips/Reprodução


Os Beatles dominavam as rádios. A histeria pelos garotos de Liverpool ecoava pelo país e pelo mundo. A Jovem Guarda dava os primeiros sinais de vida, e a mais pedida do carnaval foi Cabeleira do Zezé. Nem a morte de Ary Barroso, no período, desanimou os foliões. Jorge Ben Jor, então com 19 anos, comemorava as 100 mil cópias vendidas do disco de estreia, capitaneado por Mas, que nada! e Chove, chuva.

A Guerra Fria, que estava no auge, parecia não preocupar a parcela mais conservadora da população, que mal se lembrava da Crise dos Mísseis, em 1962. A Revolução Cubana, de 1959, soava distante, embora a juventude brasileira olhasse com certa admiração para as figuras de Fidel Castro e Che Guevara (ou ainda Mao Tsé-Tung). Os militares, no entanto, estavam atentos.

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Em 1964, tudo mudou — principalmente a partir de 31 de março, quando as tropas do Exército saíram de Minas Gerais rumo ao Rio de Janeiro, onde ainda era o centro político do país. Em 1° de abril, o presidente João Goulart foi derrubado. Logo, o marechal Castello Branco acabou empossado presidente. A partir dali, o Brasil afundou-se em duas décadas de ditadura.

A liberdade, em todas as suas nuances, viu-se ameaçada. Se antes, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o presidente bossa-nova (1956-1961), a classe artística foi incentivada a florescer, o panorama em 1964 mudou. “A intelectualidade brasileira teve a sensação de expansão com JK, vide o nascimento da bossa nova e do cinema novo. Mas o golpe inverteu o quadro”, lembra o jornalista Carlos Chagas, autor do livro A ditadura militar e os golpes dentro do golpe: 1964-1969.

Confira o depoimento exclusivo do pesquisador e jornalista Carlos Chagas sobre o golpe de 1964:







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