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Correio Braziliense

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Personagens da história da capital contam como foi a queda de Goulart

Mesmo muito jovens, alguns personagens logo entenderam a gravidade do momento pelo qual o país passava. Jornalistas, professores e estudantes passaram a temer o pior assim que a notícia começou a circular

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postado em 30/03/2014 08:00 / atualizado em 29/03/2014 21:28

Thaís Cieglinski



As memórias do golpe que mudou os rumos do Brasil em 1964 continuam inalteradas para quem tinha o mínimo de noção e de que a derrubada de um presidente eleito democraticamente teria graves consequências. Nem mesmo a campanha orquestrada pelos militares para colocar a população contra João Goulart e as reformas planejadas por ele foram capazes de convencer aqueles que tinham uma leitura mais apurada das consequências daquele ato. Jornalistas, professores e até mesmo estudantes passaram a temer o pior.

Com apenas 15 anos, Álvaro Lins Filho levava uma vida confortável em um apartamento da 105 Sul, uma das primeiras quadras do Plano Piloto. Com pai deputado federal, ele estava em Brasília havia três anos. Estudava no Centro Integrado de Ensino Médio (Ciem), na Asa Norte, onde deu os primeiros passos no movimento estudantil. O interesse pela política se deu de forma natural, já que, desde pequeno, participava das campanhas do pai.

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Curioso, passou a acompanhar as notícias do país e do mundo por meio de um rádio da marca norte-americana Zenith, adquirido pela família em uma viagem ao exterior em 1956. “Aquele aparelho era o máximo do máximo. Eu sintonizava emissoras do mundo todo e, desde 1963, quando aconteceu a Revolta dos Sargentos, me interessei ainda mais pelas questões em andamento no país”, conta Álvaro, hoje com 65 anos.

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


O movimento, iniciado em 11 de setembro e que acabou frustrado 12 horas depois pelo Exército, foi, de alguma forma, um prenúncio do que viria cinco meses depois. “Naquele dia, pela manhã, fomos acordados por um funcionário da Câmara dos Deputados. Ele disse que o meu pai deveria seguir imediatamente para o Congresso e não deveria falar ao telefone por causa da movimentação dos militares.”

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