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Economia fraca ajuda a explicar queda de Jango e também regime militar

A economia ajuda a explicar a queda do presidente civil, com crescimento fraco, mas também a do regime que o sucedeu, pela inflação alta e pelo endividamento

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postado em 30/03/2014 08:05

Paulo Silva Pinto

Karime Xavier/Folhapress


O Brasil importava 80% do petróleo. O que o Geisel podia fazer? Não importar?
O Brasil teria virado Bangladesh”

Antonio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento

São Paulo — A queda de João Goulart em 1964 não se explica só pela crise política: foi resultado também de impasses econômicos. No ano anterior, a inflação, pelo IGP-DI, havia atingido 91%, para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,6%. Duas décadas depois, o regime militar acabou também com números desagradáveis.

Em 1984, último ano completo dos militares no poder, o crescimento foi de 5%, algo robusto se comparado aos dias de hoje, mas a inflação atingiu 148%. Ainda pior do que isso, porém, era o endividamento externo, que levou o governo seguinte, insolvente, a declarar a moratória duas vezes.

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Teria sido possível ao regime evitar os empréstimos de bancos internacionais que levaram ao seu fim? Com os dois choques dos combustíveis fósseis, em 1973 e em 1979, não haveria alternativa razoável, explica o economista Antonio Delfim Netto ao Correio. “O Brasil importava 80% do petróleo. O que o Geisel podia fazer? Não importar? Você imagina o que seria da agricultura brasileira, o que seria do Brasil. Teria virado Bangladesh”, diz ele, hoje instalado em sua consultoria, a Ideias, no bairro paulistano do Pacaembu.

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