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Correio Braziliense

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Insatisfação com a ditadura eclode nas manifestações das Diretas Já!

A campanha começou no início de 1980, a partir da proposta de emenda constitucional apresentada pelo deputado Dante de Oliveira

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postado em 31/03/2014 10:39

Agência Brasil

O Brasil já estava sob comando dos militares há quase 20 anos, quando a insatisfação da população irrompeu. Paulatinamente, as ruas foram tomadas por protestos que cobravam eleições diretas e o fim da ditadura. Era a explosão de uma resistência cívica que nunca cessou mesmo nos anos mais duros do regime militar, como na campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita que resultou na lei aprovada no governo do general João Batista Figueiredo, em 1979. Agora, no entanto, o clima era de que a hora havia chegado. No início dos anos 1980, a campanha %u201CDiretas Já!%u201D, iniciada a partir da proposta de emenda constitucional apresentada pelo deputado Dante de Oliveira, tomava corpo. A proposta alterava o sistema de eleição instituído pelos militares, no qual um colégio eleitoral formado por parlamentares era que elegia o presidente da República. A premissa era a de que o povo também votava para presidente, ainda que indiretamente, já que havia escolhido os parlamentares. O deputado Ulysses Guimarães (MDB-SP) e o então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva deram início à campanha ainda no Congresso e foram atraindo o apoio de outros líderes políticos, artistas e intelectuais. O movimento cresceu à medida em que se aproximava a data da votação da emenda, 25 de abril de 1984. A mobilização popular levou milhares de pessoas aos cerca de 30 comícios organizados em 1983 e 1984. %u201CO movimento ganhou força a partir de janeiro de 1984, quando os governadores, particularmente [Franco] Montoro, em São Paulo; [Leonel] Brizola, no Rio [de Janeiro] e Tancredo [Neves], em Minas, aderiram e houve uma série de manifestações em todo o país. No entanto, a proposta inicial veio do PT [Partido dos Trabalhadores] e de setores mais de esquerda%u201D, ressalta o professor de sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Ridenti.

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