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Correio Braziliense

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Sessão solene dos 50 anos do golpe militar é marcada por confusão na Câmara

A cerimônia começou com mais de uma hora de atraso e logo no início o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) mandou que um fotógrafo saísse do seu lado

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postado em 01/04/2014 11:24 / atualizado em 01/04/2014 17:37

Naira Trindade , Étore Medeiros

As celebrações dos 50 anos do golpe militar na Câmara dos Deputados começaram confusas. Uma restrição ao acesso de visitantes na entrada do Salão Verde gerou polêmica. Por determinação do presidente da Casa, Henrique Alves, foram distribuídas 100 senhas para a sessão solene no plenário, prevista para ter início às 9h30 desta terça-feira (1º/4). O barraco ocorreu antes mesmo da sessão iniciar, por volta das 10h, quando o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) alegou ter sido barrado pelos seguranças na porta do Salão Verde.

Étore Medeiros/Esp. CB/D.A Press

Ao chegar na Câmara, Henrique Alves derrubou a determinação e liberou o acesso ao público. Ele justificou ter tentado limitar o acesso para impedir que dois grupos - favoráveis e contrários ao regime autoritário - se formassem e atrapalhassem a sessão no plenário Ulysses Guimarães. Mas a argumentação dos parlamentares Amauri, Ivan valente (PSol-SP) e Chico Alencar (PSol-RJ) o convenceram a retirar a restrição.

A cerimônia começou com mais de uma hora de atraso e logo no início o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) mandou que um fotógrafo saísse do seu lado. Mais cedo, Bolsonaro também havia ofendido uma jornalista da Rede TV chamando-a de idiota e analfabeta por ter questionado sobre o golpe militar. Ele quase presidiu a sessão, por ser o mais velho na Casa presente no plenário antes de Henrique Alves chegar, mas o presidente pediu que esperassem.


A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) já deu início ao discurso. Entre os principais convidados para a solenidade está Maria Thereza Goulart, viúva do ex-presidente João Goulart, cuja cassação abriu caminho para a ditadura. Durante a sessão solene, a Câmara também vai inaugurar o "Ano da Democracia, da Memória e do Direito à Verdade" - uma agenda de eventos políticos, culturais e educativos que se estenderá até o fim de 2014.

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