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Ex-motorista da presidência lembra de Figueiredo como um "colega" simpático

Quando o funcionário sofreu um enfarte, o ex-presidente fez questão de escrever para um cardiologista no RJ para cuidar do motorista.

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postado em 01/04/2014 16:43 / atualizado em 01/04/2014 17:28

Bruno Peres/CB/D.A Press - Reprodução

De Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel, o motorista guarda poucas recordações. “Eles eram mais fechados, só bom dia, boa tarde”, explica o ex-motorista da Presidência da República, Miguel Soares de Oliveira. Mas, ao deixar a Presidência, ao contrário de Jango, que saiu do governo sem dar nem um tchauzinho àquele que o conduziu pelas ruas de Brasília e do Brasil desde o início do mandato, Geisel deu um forte abraço no empregado. A imagem acabou estampada na imprensa da época. Dos seis presidentes da República guiados por Miguel, ele não esconde o carinho por João Bapstista Figueiredo, último general a governar o país, de 1979 a 1985, antes da abertura democrática. Recorda-se com alegria das aulas de moto que dava ao presidente no Palácio da Alvorada e redondezas. “Ele gostava muito de conversar, era muito simpático.”

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O sentimento de gratidão vem da atenção dada a Miguel quando ele sofreu um enfarte. O presidente fez questão de escrever, de próprio punho, um cartão para um cardiologista no Rio de Janeiro que cuidaria do funcionário. No bilhete, apresentava o subordinado ao médico como “meu motorista e meu amigo”. Sob os cuidados da equipe, na suíte presidencial do hospital, Miguel teve que implantar três pontes de safena, procedimento pelo qual Figueiredo se submeteria meses depois, nos Estados Unidos. “Ele passou a brincar comigo, me chamando de ‘colega de pontes’”, lembra. (RM)

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