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Correio Braziliense

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Durante o governo, Costa e Silva foi conhecido como "homem que perguntava"

Pessoas próximas ao presidente ressaltam a curiosidade do ex-presidente

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postado em 01/04/2014 17:15 / atualizado em 01/04/2014 17:43

Iano Andrade/CB/D.A Press - Reprodução

A sisudez de Castello Branco foi substituída pela mania de perguntar de Costa e Silva. “Ele queria saber de tudo”, lembra Miguel. Para não deixar o chefe sem resposta, um sargento decidiu dizer, sem ter certeza, que determinado prédio era a embaixada do Japão. “Quando ele soube que era da Tchecoslováquia, bateu no banco do carro e disse: ‘Queria saber quem falou para mim que era do Japão’”, conta o ex-motorista da Presidência da República, Miguel Soares de Oliveira, imitando os trejeitos do antigo chefe.

A curiosidade do presidente teve boas consequências para o motorista. Certa vez, passando por um conjunto habitacional popular da Asa Norte, com prédios coloridos, Costa e Silva comentou: “Que coisa horrorosa”. O ajudante de ordens, que os acompanhava no carro, avisou que Miguel morava lá. O presidente quis, então, saber quantos quartos tinha a habitação. “‘Só tem um’, eu respondi. Ele me perguntou onde meu menino dormiria quando crescesse. Eu falei: ‘Presidente, alguém vai ter que ir para a sala’”. Na mesma hora, mandou que eu procurasse o responsável pelos imóveis em Brasília e pedisse um apartamento na 312 Norte. Aqui estamos até hoje.” (RM)

HÁ 50 ANOS
10 de abril de 1964

» Avisado pelo militares que ainda lhe mantinham lealdade de que os Estados Unidos apoiavam o golpe, o presidente João Goulart, que estava no Rio de Janeiro, parte para Brasília. Ao chegar ao Palácio do Planalto, se encontra com o chefe de gabinete, Darcy Ribeiro — fundador da Universidade de Brasília. Ele insiste para que Jango conclame o povo à resistência. Mil pessoas se reúnem no Teatro Nacional, convocadas por Darcy, para lutar pelo governo. Jango, no entanto, desautoriza a resistência.

» Percebendo que a queda era inetivável, Jango deixa a capital da República em um avião da Força Aérea rumo ao Rio Grande do Sul. Enquanto, isso, no Rio de Janeiro, o governador Carlos Lacerda — apoiador do golpe — comemora a derrubada do governo. As tropas que guarneciam a residência oficial do governo da Guanabara (RJ) tomam o Forte de Copacabana. A sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), apoiadora das reformas de base propostas por Goulart, é invadida, depredada e incendiada.

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