Eleições 2014

Aécio nega fim do fator previdenciário e diz que não fará governo de improviso

O presidenciável participou de uma sabatina em um programa de tevê, onde respondeu a questionamentos sobre a economia do país, segurança pública , entre outros

postado em 23/09/2014 08:57
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, afirmou que não irá acabar com o fator previdenciário, mas que buscará alternativas para substituir a cobrança. O mineiro é o segundo a ser ouvido em uma série de entrevistas exibidas desde ontem no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo. A sabatina, gravada ontem, foi exibida na manhã desta terça-feira (23/9). Entre os temas tiveram destaque o cenário atual da economia brasileira, segurança pública e educação.



Ele afirma que assumiu um compromisso de ;diálogo permanente com os líderes dos trabalhadores brasileiros;. Só através disso é que será possível, segundo ele, encontrar alternativas ao longo dos próximos anos para acabar com o fator previdenciário de forma responsável. O mecanismo, criado no governo Fernando Henrique Cardoso, desestimula a aposentadoria por tempo de contribuição antes da idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens. Aécio também criticou o baixo superávit primário que a economia brasileira tem alcançado e disse que, caso seja eleito, encontrará uma ;situação complexa;.

[SAIBAMAIS]Questionado sobre a falta de um plano de governo concreto a ser divulgado para a população, Aécio Neves ressaltou que tem tido, desde o início da corrida eleitoral, uma candidatura bastante clara sobre as ações a serem executadas para a melhoria do país nos próximos quatro anos. ;Estamos propondo o que praticamos ao longo de nossa vida. (...) Tive o cuidado de ouvir todas as todas posições, até as mais conflitantes, para tomar decisões;, explicou. ;Vamos apresentar ao Brasil uma proposta que vai nos tirar desse cenário perverso trazido pelo governo PT;.



Sobre as incertezas de como ele conseguirá tirar o país da estagnação e vencer a inflação, além da escolha do economista Armínio Fraga para o cargo de ministro da Fazenda, Aécio respondeu que sua política de governo é transparente e que não deixará o país ;correr o risco de um novo improviso;. ;Quando você fala de previsibilidade, quero dizer que não farei um governo de improviso, um governo de choque, de planos mirabolantes;, completou. No entanto, o candidato não apresentou propostas.

Aécio voltou a defender a ;reestatização; da Petrobras. ;O que eu vou mandar fazer é devolver a Petrobras aos brasileiros, nas mãos dos brasileiros. Vou reestatizar a Petrobras. Vou tirar a Petrobras das mãos de um grupo político que se apoderou da nossa maior empresa para fazer negócios;, ironizou. Sobre segurança pública, Aécio afirma que seu plano de governo tem foco em mais investimentos nas polícias e na política de controle das fronteiras. ;Eu terei uma relação diferente do atual governo com os países produtores de drogas. (...) Não vamos dar financiamento nesses países se eles não fizerem o dever de casa;.

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