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De cada 10 brasileiros, quatro possuem um negócio ou tentaram criar um

Pesquisa mostra que 82% querem ter o próprio empreendimento

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postado em 28/11/2016 11:19 / atualizado em 28/11/2016 11:34

Minervino Junior/CB/D.A Press
 
Ter o próprio negócio é o sonho da grande maioria dos brasileiros.  Esse foi o resultado de uma pesquisa feita em abril deste ano pela Amway Global Entrepreneurship Report com 50 mil entrevistados em 48 países. Entre os brasileiros entrevistados, 82% desejavam empreender um dia e 66% se consideram aptos para o desafio.  No resto do mundo, esses percentuais são bem menores: 56% e 46%, respectivamente.

Entre as motivações para investir no empreendedorismo estão “ser meu próprio chefe” (42%), realizar minhas ideias (35%), renda extra (25%), equilíbrio profissional x pessoal (22%) e alternativa ao desemprego (21%). “Mesmo em um ambiente hostil, com a economia comprometida, o brasileiro sonha em empreender. Ele é um empreendedor nato”, enfatizou o presidente da Amway no Brasil, Odmar Almeida Filho.



Segundo a pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor – GEM, feita em parceria com o Sebrae, em 2015 o Brasil atingiu a maior taxa de empreendedorismo da série histórica. De cada dez brasileiros, entre 18 e 64 anos, quase quatro possuem um negócio ou realizaram alguma ação, no último ano, visando criar um negócio. Atingimos também outros dois recordes de toda a série histórica da pesquisa realizada no país: a maior Taxa de Empreendedores Iniciais; e a maior Taxa de Empreendedores Estabelecidos.

No Brasil, a pesquisa foi realizada entre os meses de setembro e novembro de 2015 e entrevistou duas mil pessoas entre 18 e 64 anos de todas as regiões do país, e 74 especialistas em empreendedorismo.  E quem são os empreendedores brasileiros? A pesquisa GEM responde: cerca de 57% têm entre 25 e 44 anos, segundo grau de escolaridade completo (49%), têm renda mensal de até três salários mínimos (61%) e uma taxa muito equilibrada entre homens (51%) e mulheres  (49%).

“Abrir uma empresa, simplesmente, não é empreender. Ter um negócio para complementar a renda também não é empreender. O empresário empreende quando ele começa a planejar o seu negócio.  E assim ele cresce e obtém sucesso”, destacou André Spinola, gerente de atendimento setorial Comércio e Serviços do Sebrae.

Se planejamento é uma das características fundamentais para transformar o pequeno empresário em um empreendedor de sucesso, ainda há muito caminho a ser percorrido no Brasil. A própria pesquisa da Amway revela que 38% dos brasileiros não sabem fazer um plano de negócios. 43% não têm conhecimento de finanças e 51% admitem não saber nada sobre liderança e gestão. “É nesse espaço que entra o sistema de Venda Direta: treinando, apoiando e reconhecendo essas pessoas como futuros empreendedores”, explicou o presidente da Amway no Brasil, Odmar Almeida Filho.

Com pouco conhecimento técnico e muita vontade de ser protagonista do próprio futuro profissional. Além disso, otimista, autoconfiante, resiliente e persistente. Essas são algumas das características do empreendedor brasileiro, nas palavras da Endeavor Brasil, que realizou uma pesquisa de perfil em 2013, com o apoio da Ibope Inteligência. Para distinguir suas particularidades, ambições e dificuldades, o estudo realizou entrevistas com cerca de 3 mil brasileiros, entre proprietários de empresas, potenciais empreendedores e outros jovens e adultos que não pretendem abrir um negócio próprio.

“Atualmente, muitos cursos para empreendedores têm foco nas empresas e não no empreendedor em si”, avalia o estudo. “Com isso, é mais difícil chamar a atenção do empreendedor: ele reconhece os cursos de empreendedorismo como um benefício para a empresa, mas não para ele, como pessoa ou líder. Acreditamos que esta é uma das razões pelas quais os empreendedores não recorram aos cursos, embora saibam da sua existência”.

Minervino Junior/CB/D.A Press

Novas visões
Fã de carteirinha dos eventos promovidos pelo Correio Braziliense, a empresária Daniela Costa confirmou presença no seminário, assim que soube do tema - empreendedorismo. Com dois anos de experiência em tocar o micronegócio na área do comércio, ela está sempre em busca de novos conhecimentos. “A visão dos debatedores, principalmente as prospecções de futuro, são de grande ajuda no nosso planejamento de onde queremos chegar”, avalia a empresária.
 
Minervino Junior/CB/D.A Press

Olho na economia
A realização do debate reforça a importância do setor de vendas diretas, principalmente na atual conjuntura econômica do país, avalia a  diretora sênior de Assuntos Corporativos da empresa Herbalife, Tatiana Pires. “Este evento é muito importante para discutir como o segmento pode apoiar o crescimento econômico do país”, reforça a executiva.

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