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A família Dionti: Alan Minas traz um olhar fantástico para relações

O filme é uma singela e criativa relação com a paixão

postado em 15/09/2015 07:02

Caraminhola Produções Artísticas Ltda/Divulgação

A fantástica história de um pai, Josué (Antônio Edson), e dois filhos adolescentes, Kelton (Murilo Quirino), 13 anos, e Serino (Bernardo Santos), 15, é o mote de A família Dionti, dirigido por Alan Minas. A trama se passa em um sítio no interior de Minas Gerais.

O realismo fantástico do filme tem a mãe como eixo: ela não mora mais com a família, pois “derreteu de amor, evaporou e partiu”. O pai, que trabalha em uma olaria, todos os dias sonha com a volta da mulher. A cada chuva que cai, ele cuida dos filhos com olhar atento, preocupado com a possibilidade de que tenham herdado o dom da mãe, de simplemente virar vapor.

O filho mais velho, Serino, é seco e chora grãos de areia. Já Kelton, puxa à mãe e, ao se apaixonar pela primeira vez por uma garota de circo, literalmente se liquefaz de amor. A Família Dionti retrata de forma especial o tema universal da descoberta do amor, sem deixar de lado as cores regionais do interior do Brasil contemporâneo.

A família Dionti, produção do Rio de Janeiro, é o primeiro longa de ficção do diretor e roteirista Alan Minas e surpreende pela narrativa original e bastante criativa. “A gente tem o hábito de associar a ingenuidade à pureza. E quando a gente perde a ingenuidade, também perde, em geral, a pureza. A gente precisa manter este olhar puro sobre as coisas, suas essências. Mas é difícil. Somos massacrados por informações e cobranças, que aos poucos nos moldam a corresponder determinadas expectativas”, comenta o diretor Alan Minas.

“Não precisamos ser pessimistas, cínicos, niilistas. É importante que, aos poucos, as coisas se descortinem, mas que não se perca a pureza. A gente derrete sim, vira outra coisa, se transforma a todo tempo. Toma um caixote a cada semana, vai mudando, refazendo opiniões”, completa o diretor.

O elenco

Antônio Edson, Gero Camilo, Murilo Quirino, Anna Luiza Paes Marques, Bernardo Lucindo, Bia Bedran, Neila Tavares, Fernando Bohrer e Alisson Minas. Classificação indicativa: livre.

O diretor


Alan Minas é roteirista e diretor do longa A morte inventada — Alienação parental (2009). O documentário tornou-se uma referência no tema e, em 2014, Alan lançou o livro A morte inventada — Ensaios e vozes, pela Editora Saraiva. Realizou os curtas A língua das coisas (2010), do Curta Criança do Minc e TV Brasil.

O diretor estreou no Festival de Cinema Viña Del Mar; O refém (2004), prêmio de melhor filme no CineAmazônia. Escreveu o roteiro do premiado curta Nas estrelas (2001). Em 2015 prepara o longa O deserto de Luíza e desenvolve a série de TV De agora em diante, enquanto lança A Família Dionti, com o suporte do Latin America Fund, do Tribeca Film Institute, NY.

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