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Prova de coragem: filme é um debate sobre liberdade

A produção é de um dos mais premiados diretores do país, Roberto Gervitz

postado em 15/09/2015 07:07

M.Schmiedt/Divulgação

Somente por conta do emblemático Feliz ano velho (1987), Roberto Gervitz constaria da lista de grandes diretores nacionais. O longa, interpretado por Malu Mader e Marcos Breda, ganhou sete prêmios no Festival de Cinema de Gramado e levou um milhão de brasileiros ao cinema. Mas Roberto fez muito mais nos anos seguintes e se tornou um dos mais consagrados cineastas do país.

A exibição do longa Prova de coragem chega a Brasília envolta por muita expectativa, como acontece a cada nova obra do diretor, que participou da vertente paulista disposta a repensar o cinema nacional, nos anos 1980. No enredo do novo trabalho, um médico bem-sucedido planeja a escalada de uma montanha, quando acaba surpreendido com a notícia de que seria pai.

Ainda assim, ele insiste na empreitada. No dia de sua partida, mãe e criança entram em risco e um parto prematuro acaba sendo necessário. Os eventos provocam uma série de reflexões acerca da liberdade e do quanto estamos dispostos a exercê-la.

O protagonista (Armando Babaioff) retoma lições do passado enquanto encara as consequências dos atos presentes. O roteiro de impacto soa convidativo para reações expressivas da plateia, sejam elas quais forem. O público no Cine Brasília não costuma se intimidar. Resta saber como irá reagir diante de Roberto Gervitz.

O elenco

Armando Babaioff, Mariana Ximenes, Daniel Volpi, Áurea Maranhão, Cesar Troncoso, Nickolas Caprio, Marcele Tedy, Nicolas Vargas, Martín Fagundez, Caio Pereira, Bruno Barcelos, Fabiana Amorim, Wagner dos Santos, Pedro Martins e Márcia do Canto. Classificação indicativa: 12 anos.

O diretor

Em seu período de formação como diretor e roteirista, Roberto Gervitz trabalhou em diversas áreas da produção cinematográfica, particularmente na montagem e na edição de som de filmes de diretores como Ana Carolina e Hector Babenco, entre outros.

Em 1978, dirigiu o longa-metragem Braços cruzados, máquinas paradas, com Sérgio Toledo. Este documentário recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Leipzig/79, e representou o Brasil no Fórum do Festival de Berlim.

Feliz ano velho (1986/87), seu primeiro filme de ficção, recebeu sete prêmios no Festival de Gramado (1988), atingindo 1 milhão de espectadores. Ainda em 1988, foi escolhido pelo meio cinematográfico como o diretor revelação, o então chamado prêmio Sarney. Em janeiro de 2005, lançou Jogo subterrâneo, baseado em um conto de Julio Cortázar.

Foi selecionado para inúmeros festivais internacionais, como San Sebastian e Mannheim-Heidelberg, sendo premiado em Palm Springs, Havana, Bruxelas, Miami, entre outros.

Ainda em 2005, dirigiu quatro episódios da série televisiva Carandiru — Outras histórias. Nos anos seguintes, Gervitz desenvolveu roteiros de filmes e séries para Luiz Carlos Barreto e Hector Babenco. Lecionou direção e roteiro por dois anos, além de dar inúmeras palestras pelo país.

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