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DEBATE

Suspense e história marcam os curtas da noite de quinta

Veja o que as equipes de Tarântula e Rapsódia para um homem negro revelaram sobre os filmes

postado em 18/09/2015 12:03

Nahima Maciel

Nahima Maciel/CB/D.A Press


As equipes dos curtas Tarântula, de Aly Muritiba e Marja Calafange, e Rapsódia para um homem negro, de Gabriel Martins, participaram de debate nesta sexta (18/09) e contaram detalhes sobre a realização dos filmes. Ambos foram exibidos na mostra competitiva do 48 Festival de Brasília do Cinema Brasileiro na noite de quinta (17/09) e concorrem a candangos.

Inspirado em O livro dos orixas, de Reginaldo Prandi, e nas recentes reintegrações de posse nas metrópoles brasileiras, Rapsódia para um homem negro mescla a mitologia africana e o contexto contemporâneo para falar de opressão. É o filme mais político do coletivo Filmes de plástico, de Belo Horizonte, responsável pela produção. "O filme nasce de uma angústia muito grande de ver algumas ocupações em Belo Horizonte e uma opressão policial muito grande", explicou o diretor, Gabriel Martins. "Isso acontece há muito tempo, mas só recentemente me vi nessa situação de conversar com essas pessoas. Acho esse assunto da opressão policial ainda é pouco dita, pouco falada".

Já Tarântula é um curta de suspense nascido de uma fotografia e com ênfase na condição de imobilidade da protagonista, uma criança que tem apenas uma perna. Filmado com planos fixos e sempre a partir da perspectiva da menina, o curta convida o espectador a escolher o que observar na cena, uma opção consciente do diretor Aly Muritiba. "É uma história de clima é de dilatação de tempo", explicou.

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