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Homenagem a maestro Cláudio Santoro marca sexto dia do festival

Além da exibição do filme sobre Cláudio Santoro, a noite contou teve os curtas A outra margem e História de uma pena

postado em 20/09/2015 23:24 / atualizado em 20/09/2015 23:24



A principal atração do 6º dia de mostra competitiva no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi o documentário Santoro – o homem e sua música, dirigido pelo inglês John Howard Szerman. “Para mim, Cláudio Santoro foi o maior compositor de música erudita do Brasil. Pode botar qualquer outro nome, Carlos Gomes, Villa-Lobos. Ele foi o compositor que mais teve uma reação contínua dos diversos movimentos que surgiram no século 20. Ele compôs durante 50 anos mais de 50 obras e tudo com a impressão digital dele. Foi completamente contemporâneo, não se preocupava em ficar se repetindo”, afirmou o diretor do filme que retrata fases das vidas profissional e pessoal do músico, compositor e maestro Claudio Santoro.

Szerman contou que foi a viúva de Cláudio, Gisele, quem o motivou a documentar a vida do maestro. “Depois que voltei a Brasília e depois ter conhecido, brevemente, o Cláudio no Rio de Janeiro, foi que Gisele chegou pra mim e disse ‘o Cláudio está caindo no esquecimento, você não toparia fazer um filme sobre a vida e obra dele?’”, relata o diretor que também revela que o filme, apesar de ter partes didáticas, é majoritariamente histórico.

Gisele subiu ao palco com a equipe do longa e agradeceu a todos em um discurso que emocionou e arrancou risos da plateia. “É muito emocionante, não tenho palavras para agradecer a você (diretor) e à equipe. Significa muito para nós. É muito importante mostrar não só a obra musical do Cláudio, especialmente em Brasília, a cidade dele por opção, mas também o homem maravilhoso que ele foi. Eu não vou dizer espero que vocês gostem, porque eu tenho certeza disso”, afirmou.



Alessandro Santoro, filho do maestro homenageado no documentário deste domingo, também esteve presente no Cine Brasília. “Um filme é muito difícil para caber a vida do meu pai, é muito grande, complexa. Mas é um começo, ainda mais na música erudita que não tem tantos para a gente apreciar”, contou Alessandro, que se disse emocionado com a sensação de responsabilidade e privilégio de poder participar em todo o processo. Ao fim da apresentação, o longa de John Howard foi bem aplaudido e trouxe muitas referências a Brasília.

Além da exibição do filme sobre Cláudio Santoro, a noite contou também com a presença da diretora Nathalia Tereza, autora do curta A outra margem; e da equipe de História de uma pena, que revelou o recado enviado pelo diretor Leonardo Moura Mateus, que não pôde estar presente no evento. “Obrigado ao apoio de todos que contribuíram por meio do crowdfunding e às amizades que construíram esse filme com suas presenças e suor. História de uma pena é o resultado de um esforço em comum. Gostaria de dedicar essa sessão aos amigos e ao sentimento furioso de viver em Fortaleza. Abraços, Leonardo”.

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