Troféu Saruê faz parte da premiação no encerramento do Festival

Além da premiação, o filme 'Abaixo a gravidade', de Edgard Navarro será exibido no domingo (24), última noite

postado em 15/09/2017 06:00 / atualizado em 15/09/2017 09:36

Severino Francisco

Valerio Ayres/CB/D.A Press - 23/9/16


Desde 1996, o artista plástico Francisco Galeno cria esculturas originais para premiar o melhor momento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, escolhido pela equipe do Correio. Nunca repetiu a estatueta.

A partir do próprio nome escolhido para batizar a obra, Galeno presta homenagem a um dos mais importantes artistas da cidade, o cineasta Vladimir Carvalho, e estabelece uma conexão com a infância de menino do Parnaíba piauiense: “Admiro muito a obra de Vladimir Carvalho, um dos criadores do documentário no Brasil e um dos mais importantes cineastas brasileiros. Os filmes dele me marcaram. E, depois, o saruê é um bicho de minha memória. Aqui, no Delta, é conhecido pelo nome de mucura”.

Galeno sempre ligou o cinema à consciência de artista plástico. O Cine Brasília é um espaço fundamental na formação de sua sensibilidade. Ele fazia teatro no Sesc da 913 Sul, estudava artes plásticas no Centro de Criatividade da 508 Sul e assistia filmes em mostras gratuitas no Cine Brasília.

“Estava ligado no cinema. Vi de Barravento a Deus e o diabo na Terra do Sol, de Terra em Transe a A idade da Terra, de Glauber Rocha. Assisti também ao Bandido da Luz Vermelha, de Sganzerla, a O anjo nasceu, de Júlio Bressane; e Os fuzis, de Ruy Guerra. Eu saía do teatro e passava no Cine Brasília. Para mim, aquela sala era um laboratório estético.”

Embora fosse artista plástico, Galeno nunca esteve conectado somente à pintura, mas também ao teatro, à música e ao cinema. Não tinha dinheiro para pagar o ingresso do Cine Atlântida e varria o chão para assistir aos filmes: “Não tive a chance de entrar em uma universidade, mas ganhei a oportunidade de ter acesso a todos os artistas importantes que os estudantes universitários estudavam. E o cinema me proporcionou um caminho muito relevante à cultura. A realidade virava um sonho. Eu era feliz e sabia”.

Por isso, Galeno sente muito prazer em confeccionar a estatueta do Prêmio Saruê: “É uma homenagem que eu faço à cidade. Tenho a certeza de que todos os anos a equipe do Correio escolhe o melhor momento do festival com muito acerto. Eu me sinto muito honrado de fazer esse prêmio”.


ENCERRAMENTO DO FESTIVAL

Dia 24 de setembro

10h
Festivalzinho — Mostra Infantil, no Cine Brasília (entrada franca), com o filme O colar de Coralina, de Reginaldo Gontijo (DF)

Mostra Terra em Transe (entrada franca)
14h

Contagem regressiva, de Luis Carlos de Alencar (92min, 2016, RJ)
15h30
Camocim, de Quentin Delaroche (76min, 2017, 
PE, 12 anos)

Cerimônia de premiação

18h30
No Cine Brasília (EQS 106/ 107), restrita a convidados. Com o filme Abaixo a gravidade, de Edgard Navarro (109min, 2017, BA, 16 anos).

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