Mostras paralelas dão dimensão histórica do Festival de Brasília

Saiba mais sobre as mostras 50 anos em 5 dias, Terra em transe e Esses corpos indóceis

postado em 15/09/2017 09:09

Correio Braziliense

 Festival de Brasília do Cinema Brasileiro/Divulgação

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega à 50ª edição. Para celebrar a marca, o evento contará com uma mostra especial. Intitulada 50 anos em 5 dias, a sessão será um panorama da história do Festival de Brasília, com exibição de nove longas e nove curtas-metragens que marcaram as 50 edições.

Os filmes foram escolhidos por uma equipe da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), que levou em consideração a importância das produções no festival. “Essa mostra tinha sido definida desde o ano passado. Queríamos que ela fizesse um pouco do panorama do festival, com os mais fortes e importantes filmes da história do evento”, explica Eduardo Valente, diretor artístico do festival.

A seleção conta com produções emblemáticas, entre os longas nomes, como Iracema — Uma transa amazônica, filme de 1974 que foi proibido no Brasil e, nos anos 1980,  premiado no festival; O padre e a moça (1965), primeira ficção de Pedro de Andrade; e A hora da estrela (1985) e A falecida (1965), ambos com presença da atriz Fernanda Montenegro no elenco. Na lista de curtas também há grandes destaques como Recife frio (2009), do pernambucano Kleber Mendonça Filho, e a animação Amassa que elas gostam (1998).

Além dos filmes que têm uma relação com o Festival de Brasília, a mostra 50 anos em 5 dias tem mais um desdobramento, que ganhou o título de Registros de uma História, com exibição de cinco documentários produzidos entre 2016 e 2017 sobre o cinema nacional. “Notamos que havia uma quantidade grande e interessante de filmes atuais que transmitiam um complemento à mostra, com a história do cinema brasileiro”, adianta Valente. As exibições serão de 17 a 22 de setembro, todas gratuitas, no Cine Brasília e no Museu Nacional da República.

50 anos em 5 dias

Dia 17
19h, no Cine Brasília — A hora e a vez de Augusto Matraga (1965, drama, 109min; não recomendado para menores de 10 anos). De Roberto Santos.

Dia 18
14h, no Cine Brasília — Rota ABC (SP, 1991, documentário, 11min; Não recomendado para menores de 12 anos). De Francisco Cesar Filho; e Santo Forte (RJ, 1999, 80min; não recomendado para menores de 12 anos). De Eduardo Coutinho.
16h, no Cine Brasília — Histórias que o nosso cinema (não) contava. (2017, SP, documentário, 79min; não recomendado para menores de 16 anos). De Fernanda Pessoa.
18h, no Museu Nacional da República — Iracema — Uma transa amazônica (1974, drama, 90min; Não recomendado para menores de 16 anos). De Jorge Bodanzky e Orlando Senna.

Dia 19
14h, no Cine Brasília — A falecida (1965, drama, 90min; Não recomendado para menores de 14 anos). De Leon Hirszman.
16h, no Cine Brasília — Guarnieri. (2017, SP, documentário, 72min; Livre). De Francisco Guarnieri.
18h, no Museu Nacional da República — Ser tão cinzento (BA, 2011, 26min; Não recomendado para menores de 12 anos). De Henrique Dantas; e Filme de amor (2003, drama, 91min; não recomendado para menores de 18 anos). De Júlio Bressane.

Dia 20
14h, no Cine Brasília — Quintal (MG, 2015, 20min; Não recomendado para menores de 16 anos). De André Novais Oliveira; e O padre e a moça (1965, drama, 90min; Não recomendado para menores de 18 anos). De Joaquim Pedro de Andrade.
16h, no Cine Brasília — Cine São Paulo. (2017, SP, documentário, 78min; Livre). De Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli.
18h, no Museu Nacional da República — Amassa que elas gostam (1998, animação, 15min; Não recomendado para menores de 14 anos). De Fernando Coster; e Alma corsária (1993, drama, 116min; Não recomendado para menores de 16 anos). De Carlos Reichenbach.

Dia 21

14h, no Cine Brasília — O cinema foi à feira. (2016, BA, documentário, 75min; não recomendado para menores de 12 anos). De Paulo Hermida.
18h, no Museu Nacional da República — O bandido da luz vermelha (1968, drama, 92min; não recomendado para menores de 14 anos). De Rogério Sganzerla.

Dia 22
14h, no Cine Brasília — A hora da estrela (1985, drama, 96min; Livre). De Suzana Amaral.
16h, no Cine Brasília — Escola de cinema. (2017, SP, documentário, 71min; Livre). De Angelo Ravazi.
18h, no Museu Nacional de República — Blá Blá Blá (1968, ficção, 26min; Não recomendado para menores de 14 anos). De Andrea Tonacci; Três minutos (1999, ficção, 6min; Livre). De Ana Luiza Azevedo; Recife frio (2009, ficção; Livre). De Kleber Mendonça Filho; Meu amigo Nietzsche (2012, ficção, 15min, Livre). De Fáuston da Silva; e Chapeleiros (1983, documentário, 24 min; Livre). De Adrian Cooper.

Ampliação das exibições


Festival de Brasília do Cinema Brasileiro/Divulgação

Devido à grande quantidade de produções, o Festival de Brasília tem criado meios de ampliar o número de exibições. “A produção nacional cresceu muito. Só exibir os filmes da competição é um recorte muito pequeno, embora dê ideia de um panorama forte. Resolvemos criar essa possibilidade com as mostras paralelas”, afirma o curador Eduardo Valente.

Neste ano, além da mostra 50 anos em 5 dias, o festival terá mais duas: Esses Corpos Indóceis e Terra em Transe. A curadoria chegou até esses conceitos após analisar os projetos inscritos. “Não havia uma definição de recortes. Fizemos a partir da reflexão dos filmes do ano”, completa Valente.

Esses Corpos Indóceis

Dia 16

14h, no Cine Brasília — Baronesa (2017, MG, ficção, 70min; não recomendado para menores de 16 anos). De Juliana Antunes.
15h30, no Cine Brasília — Com o terceiro olho na terra da profanação (2016, RJ, ficção, 66min; não recomendado para menores de 12 anos). De Catu Rizo.
17h, no Cine Brasília — Estamos todos aqui (2017, SP, ficção, 21min; não recomendado para menores de 14 anos). De Rafael Mellim e Chico Santos; e Meu corpo é político (2017, SP, documentário, 71min; não recomendado para menores de 12 anos). De Alice Riff.

Dia 17
14h, no Cine Brasília — Modo de produção. (2017, PE, documentário, 76min; Livre). De Dea Ferraz.
15h30, no Cine Brasília — Antes do fim. (2017, SP, ficção, 86min; não recomendado para menores de 14 anos). De Cristiano Burlan.
17h, no Cine Brasília — Diários de classe. (2017, BA, documentário, 76min; não recomendado para menores de 12 anos). De Maria Carolina da Silva e Igor Souza.

Terra em Transe


Dia 23
14h, no Cine Brasília — Intervenção – Amor não quer dizer grande coisa. (2017, SP, documentário, 76min; não recomendado para menores de 14 anos). De Rubens Rewald, Tales Ab’Sáber (Rewald & Ab’Sáber) e Gustavo Aranda.
15h30, no Cine Brasília — Operações de garantia da lei e da ordem. (2017, SP, documentário, 83min; não recomendado para menores de 14 anos). De Júlia Murat.
17h, no Cine Brasília — Escolas em luta. (2017, SP, documentário, 77min; Livre). De Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli.

Dia 24
14h, no Cine Brasília — Contagem regressiva. (2016, RJ, documentário, 93min; Livre). De Luis Carlos de Alencar.
15h30, no Cine Brasília — Camocim. (2017, PE, documentário, 76min; Livre). De Quentin Delaroche.

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