Longa baiano exibido na noite de segunda foi festejado no Cine Brasília

Na terceira noite da mostra competitiva, o longa 'Café com canela' cria enorme empatia com o público do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

postado em 19/09/2017 11:02 / atualizado em 19/09/2017 14:14

Ricardo Daehn

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 
 
"Olhem para mim, tenho personagens urgentes, com vozes ancestrais que aguardavam a hora de serem ouvidas — agora, já é passada a hora de que sejam", comentou a codiretora do longa Café com canela, Glenda Nicácio. A apresentação do longa, ontem, no palco do Cine Brasília, até o momento, foi a mais efusiva e festejada presença de comitiva no evento.
 
Muita alegria, marcação de falas ao ritmo de coco e celebrações de bênções desfilaram na fala do diretor Ary Rosa. Do Teatro Olodum até "todas as mães que perderam filhos" (um dos temas da produção baiana), muitos grupos e congregações foram celebradas, no palco do evento.
 
Também gerido no circuito universitário do Recôncavo da Bahia, a exemplo de Café com canela, o curta As melhores noites de Veroni, primeira ficção do alagoano Ulisses Arthur, acompanhou a exibição do longa baiano. "É muito especial para a gente estar aqui", salientou Arthur, lembrando que a última vez que um filme alagoano foi exibido no festival completou 32 anos. Relatos sobre saudades — no caso, de caminhoneiros ausentes por boa parte da vida doméstica de mulheres alagoanas — serviram de inspiração para o curta-metragem.            

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