Crítica: 'O nó do diabo'

Privilégios são colocados em xeque, em pequenos grupos dominantes do longa

postado em 23/09/2017 07:32 / atualizado em 23/09/2017 12:27

Vermelho Profundo/Divulgação

 
Quarteto afinado
 
“Carcará não fura o olho de carcará”, diz um intimidador personagem da fita de horror O nó do diabo. Privilégios são colocados em xeque, em pequenos grupos dominantes do longa. A produção paraibana é uma boa amostra da afinidade de trabalho do quarteto Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhésus Tribuzi. Em episódios, todos expõem talento, retratando cicatrizes seculares de tema candente: a escravidão.

Favela, capitães do mato, sistema cabresto, opressão e tipos acuados são elementos perenes, numa cíclica realidade apresentada em cada episódio do filme. Com atuações homogêneas do elenco e montagem, por vezes, delirante, o filme abriga personagens reativos, que subvertem expectativas de pretensa elite. Um ganho para o cinema nacional. (RD)
 

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