Lula chega ao velório de Zilda Arns em Curitiba

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postado em 15/01/2010 20:26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou no início da noite desta sexta-feira (15/01) ao velório da médica e sanitarista Zilda Arns, no Palácio das Araucárias, sede do governo paranaense, em Curitiba. Lula pousou no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), com uma comitiva de 15 pessoas. Entre elas estão assessores e a ministra Dilma Roussef. Antes da chegada delo presidente, o senador Eduardo Suplicy apareceu no espaço reservado para o velório e cumprimentou os parentes da médica sanitarista. O presidente esteve reunido com a família de Zilda por cerca de 45 minutos, quando prestou condelências. Depois, ele conversou reservadamente com o governador Roberto Requião. Ele esteve acompanhado pelos ministros Dilma Roussef e Alexadre Padilha, além dos senadores Suplicy e Ideli Salvatti. Zilda Arns será sepultada no Cemitério da Água Verde, neste sábado (16/01), após a realização de uma missa de corpo presente celebrada por Geraldo Majella Agnelo, arcebispo-primaz do Brasil e co-fundador da Pastoral da Criança. A cerimônia será exibida em telões espalhados do lado de fora da sede do governo paranaense. A câmara mortuária de Zilda Arns está coberta com uma bandeira do Brasil e permanecerá fechado durante todo o velório. Muitas pessoas ainda aguardam para se despedir e render a última homenagem à fundadora da Pastoral da Criança. Zilda Arns é uma das vítimas do terremoto que devastou a capital haitiana, Porto Príncipe, na última terça-feira (12/01). Multidão Uma multidão acompanhou do lado de fora do Palácio das Araucárias, ao longo de todo o dia de hoje, o velório da médica, para prestar a última homenagem a fundadora e Coordenadora Internacional da Pastoral da Criança. Além da presença de políticos e das principais autoridades eclesiásticas do país, caravanas de voluntários chegam a toda hora, vindos do interior e de vários estados. A pastoral tem 300 mil voluntários no país. Espiritualidade A coordenadora da Pastoral da Criança da Arquidiocese de São Paulo, Maria do Rosário Gazzola, disse que a maior lição deixada por Zilda foi a importância de vincular espiritualidade e trabalho. %u201CSempre que ia visitar a pastoral paulista e tínhamos algum encontro com políticos ou nos dirigíamos a alguma comunidade, ela entrava no carro e nos convidava a rezar pela missão daquele dia%u201D. Atitudes que segundo a coordenadora, deixava todos seguros e animados. %u201CÉ com esse ânimo que continuaremos nosso trabalho junto às famílias que moram em favelas, cortiços e acompanharemos as 16,5 mil crianças atendidas pelas seis regiões episcopais da cidade%u201D. De União da Vitória, cidade do interior do estado, vieram 27 voluntárias prestar a última homenagem. A coordenadora da pastoral no município, Roseli Silva, disse que sempre ouviu de Zilda que apenas pessoas que têm muito amor no coração podem trabalhar na pastoral. %u201CEla conseguia ser grande e humilde ao mesmo tempo%u201D. As jovens Luana Pereira, 17 anos, Ana Paula, 18 e Iara Castro, 17, trabalham na sede da pastoral em Curitiba e conviveram com a médica na rotina do trabalho. Elas disseram que a lição que ficou com a morte da médica foi "fazer tudo muito bem feito". Segundo Luana, %u201Cela era exigente mas muito amorosa%u201D. Os relatos de todos que conviveram com Zilda, autoridades, familiares, amigos, voluntários, são muito parecidos, coerentes, confirmando o que disse hoje seu sobrinho, o senador Flávio Arns, que ela %u201Cviveu para fazer o bem, mas o mais importante, ensinou as pessoas a fazer o bem%u201D.
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