Multidão acompanha o velório de Zilda Arns no Palácio das Araucárias em Curitiba

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postado em 15/01/2010 18:46

Uma multidão acompanha do lado de fora do Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná, o velório da médica Zilda Arns, para prestar a última homenagem a fundadora e Coordenadora Internacional da Pastoral da Criança, que morreu durante o terremoto no Haiti, na última terça-feira (12/01).

Além da presença de políticos e das principais autoridades eclesiásticas do país, caravanas de voluntários chegam a toda hora, vindos do interior e de vários estados. A pastoral tem 300 mil voluntários no país.

A coordenadora da Pastoral da Criança da Arquidiocese de São Paulo, Maria do Rosário Gazzola, disse que a maior lição deixada por Zilda foi a importância de vincular espiritualidade e trabalho. “Sempre que ia visitar a pastoral paulista e tínhamos algum encontro com políticos ou nos dirigíamos a alguma comunidade, ela entrava no carro e nos convidava a rezar pela missão daquele dia”. Atitudes que segundo a coordenadora, deixava todos seguros e animados. “É com esse ânimo que continuaremos nosso trabalho junto às famílias que moram em favelas, cortiços e acompanharemos as 16,5  mil crianças atendidas pelas seis regiões episcopais da cidade”.

De União da Vitória, cidade do interior do estado, vieram 27 voluntárias prestar a última homenagem. A coordenadora da pastoral no município, Roseli Silva, disse que sempre ouviu de Zilda que apenas pessoas que têm muito amor no coração podem trabalhar na pastoral. “Ela conseguia ser grande e humilde ao mesmo tempo”.

As jovens Luana Pereira, 17 anos, Ana Paula, 18 e Iara Castro, 17, trabalham na sede da pastoral em Curitiba e conviveram com a médica na rotina do trabalho. Elas disseram que a lição que ficou com a morte da médica foi "fazer tudo muito bem feito". Segundo Luana, “ela era exigente  mas muito amorosa”.

Os relatos de todos que conviveram com Zilda, autoridades, familiares, amigos, voluntários, são muito parecidos, coerentes, confirmando o que disse hoje seu sobrinho, o senador Flávio Arns, que ela “viveu para fazer o bem, mas o mais importante, ensinou as pessoas a fazer o bem”.
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