Em homenagem a vítimas, Lula diz que palavras são frágeis diante da brutalidade dos fatos

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postado em 21/01/2010 17:03 / atualizado em 21/01/2010 19:57

Edson Luiz

Muito emocionado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou e agradeceu nominalmente a cada um dos mortos que foram promovidos post-mortém ao posto imediatamente acima daquele que ocupavam. A cerimônia em homenagem aos 18 militares brasileiros mortos no terremoto que atingiu o Haiti no último dia 12 aconteceu na Base Aérea de Brasília, às 16h desta quinta-feira (21/01).

Lula afirmou que “os corações brasileiros”, após a catástrofe, ficaram duplamente de luto, pela morte de haitianos e também pela baixa de brasileiros. “Há momentos em que as palavras se tornam frágeis diante da brutalidade dos fatos. A tragédia que se abateu sobre o Haiti foi um desses episódios em que o destino segue implacável”, disse.

O corpo do major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho, uma das vítimas, foi levado em um carro de de combate Urutu para o cemitério Campo da Esperança, onde será enterrado no início da noite de hoje.

Os demais corpos seguirão para seus estados natais, sendo que, para Lorena (SP), seguirão quatro militares que faziam parte de um grupo de artilharia leve.

O general Enzo Martins Peri, comandante do Exército Brasileiro, também fez uma saudação aos militares mortos e aos familiares, a quem entregou a medalha Pacificador com Palma, uma honraria dada a militares que morrem em atos heróicos.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também compareceram à cerimônia.

O presidente lembrou e lamentou também a morte de civis brasileiros, como a médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, enterrado no último dia 16 no Paraná, e do diplomata Luiz Carlos da Costa, vice-representante da ONU no Haiti, que está sendo velado hoje no Rio de Janeiro.

 

Com informações da Agência Brasil