Celso Amorim cobra respeito à soberania do Haiti

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postado em 28/01/2010 08:24

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (27/01), perante o Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que o "maior desafio" da comunidade internacional é ajudar o Haiti "preservando a soberania" do país. Na mensagem ao conselho, reunido em sessão extraordinária em Genebra, na Suíça, Amorim afirmou é preciso criar "as condições favoráveis para um ciclo de desenvolvimento econômico e social com mais segurança, democracia e respeito total aos direitos humanos". "A ajuda para aliviar o sofrimento é essencial, e a comunidade internacional tem respondido de forma satisfatória a esta emergência. Porém, temos de estar seguros de que, ao trazer essa ajuda emergencial, estamos também ajudando o povo haitiano a elevar sua autoestima e sua dignidade", prosseguiu o chanceler. "Cabe às autoridades haitianas determinaram as necessidades e prioridades de seu povo." O Haiti foi devastado em 12 de janeiro por um terremoto de magnitude 7 na escala Richter, que deixou pelo menos 150 mil mortos e cerca de 1 milhão de desabrigados. Como representante da União Europeia (UE), o embaixador espanhol Javier Garrigues pediu à comunidade internacional que "ajude o governo haitiano a garantir a segurança" da população no país. Ajuda da Nasa A agência espacial norte-americana, a Nasa, anunciou ontem que efetuará voos de monitoramento sísmico sobre o Haiti e a República Dominicana, em busca de sinais de alerta de eventuais tremores. O órgão utilizará um sistema de radar extremamente sofisticado, chamado UAVSAR (Uninhabited Aerial Vehicle Synthetic Aperture Radar), que permitirá detectar eventuais mudanças nas falhas geológicas da ilha La Española, dividida entre Haiti e República Dominicana, registra o comunicado. ONU adverte sobre riscos à segurança A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, alertou ontem que os chefes de gangues que estavam presos e aproveitaram o terremoto para fugir constituem uma grave ameaça para os direitos humanos no Haiti. Navy expressou o temor de que "delinquentes sem escrúpulos" foragidos desde o terremoto consigam armas e promovam %u201Cuma onda de crimes violentos%u201D. A funcionária da ONU ainda advertiu sobre informações "alarmantes" relativas a "execuções sumárias de criminosos por multidões enfurecidas". "As lições do passado nos ensinaram que temos de prevenir e controlar essas violações dos direitos humanos que sempre acontecem depois das catástrofes", acrescentou. "Muitos bandidos perigosos que estavam atrás das grades fugiram, e a polícia e a Justiça foram duramente afetadas pelo terremoto", confirmou Michel Forst, um especialista independente da ONU. "A situação atual no Haiti é favorável aos traficantes de pessoas, principalmente de crianças" alertou, por sua vez, o diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Dermot Carty, destacando que várias investigações já foram abertas. Convocada por iniciativa do Brasil, a sessão extraordinária do Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra começou com um minuto de silêncio em memória das vítimas do terremoto. O encontro deve terminar hoje.
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