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Correio Braziliense

Pagamentos digitais, sem envolver dinheiro físico, cresceram 10,1%

Em todo o mundo, foram 426,3 bilhões de transações; tomando-se a população de 7,2 bilhões de habitantes no planeta, cada indivíduo teria usado, em média, um cartão por ao menos 59,2 vezes

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Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 
 
Os volumes globais de operações de pagamento digitais, sem envolver dinheiro físico, registraram crescimento de 10,1% no ano passado, em relação a 2014. Em todo o mundo, foram 426,3 bilhões de transações. Tomando-se a população de 7,2 bilhões de habitantes no planeta, cada indivíduo teria usado, em média, um cartão por ao menos 59,2 vezes.

Estudo da consultoria Capgemini, sob encomenda do Banco BNP Paribas, aponta que o maior incremento no uso dos meios eletrônicos ocorreu na Ásia, especialmente na China e na Índia, com salto de 31,9%. Estados Unidos, Canadá e México registraram aumento médio de 5,1% nas transações, ante alta de 4,2% no ano anterior. Na Europa, o incremento foi de 6%.

Também na América Latina, os meios eletrônicos de pagamento dominaram a cena, com aumento de 9,3% nas operações. Tal comportamento é atribuído a diversos fatores, entre eles, os investimentos da indústria de cartões em tecnologia e segurança. E, claro, ao aumento da renda e à inclusão de milhões de pessoas no mercado de consumo.

Ranking

No ranking por países, a liderança está com os Estados Unidos, com 130 bilhões de transações com cartões e outras formas de pagamento sem uso direto de moeda física. O Brasil está na lista dos 10 maiores, em terceiro lugar, tendo registrado 28,7 bilhões de transações. A Europa, em conjunto, registrou 65,4 bilhões de pagamentos eletrônicos.

Para Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e diretor da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), diante desse crescimento vertiginoso dos meios eletrônicos de pagamento, o momento exige uma ação mais forte do Estado para que sejam regulamentados. Ele não fala em tabelamento de taxas ou juros. “O que queremos é uma relação mais justa entre o varejo e as empresas que atuam no mercado de cartões”, diz.
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